Manaus - A Prefeitura de Manaus decretou ontem situação de emergência na cidade em razão da cheia do rio Negro, que já atinge cerca de 20 mil pessoas. O decreto vale por 90 dias.
No texto publicado no “Diário Oficial”, o prefeito Amazonino Mendes (PDT) cita “iminente ocorrência de desastre natural e humano em diversas áreas” e que “serviços de meteorologia alertam que a cidade de Manaus enfrentará uma das maiores enchentes já registradas em toda a história”.
As fortes chuvas que ocorrem perto das nascentes do rio Negro nas últimas semanas fizeram com que o nível atingisse 29,02 metros.
Essa já é a 11.ª maior enchente em 110 anos e se aproxima da marca histórica de 29,77 metros, registrada em 2009, segundo o Serviço Geológico do Brasil, órgão federal que monitora dos rios da Amazônia.
O plano de emergência que será executado prevê construção de pontes de madeira, distribuição de medicamentos e concessão do “Cartão Enchente” de R$ 400,00 para pessoas cadastradas e comprovadamente prejudicadas pela enchente.
A Defesa Civil diz que não haverá distribuição de madeira para elevação de assoalho das casas. A prática é comum na região de alagamentos, mas pode provocar desabamentos.
A prefeitura diz que deve instalar bombas para retirar água que fica parada nas ruas mais baixas do centro histórico de Manaus.
Com o decreto, autoridades ficam autorizadas a entrar nas casas, mesmo sem o consentimento do morador, para prestar socorro ou determinar a evacuação da área. A prefeitura também fica autorizada a interditar e desapropriar imóveis particulares.
A situação de emergência pode ser prorrogada por até 180 dias.