08 de julho de 2026
Internacional

Sarkozy diz que vai processar site que o vinculou a Gaddafi

Reuters
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Paris - O presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse ontem que irá processar o site de notícias Mediapart por publicar um documento que diz comprovar que o governo do ex-líder líbio Muammar Gaddafi tentou doar fundos para sua campanha de 2007. No momento em que Sarkozy luta a duras penas pela reeleição, sua equipe reage às afirmações de uma carta de 2006, supostamente do ex-serviço secreto da Líbia, que discute “um acordo de princípio” para dar 50 milhões de euros à campanha presidencial de Sarkozy.

 

A alegação, que dominou a mídia francesa a seis dias do segundo turno da eleição presidencial, atraiu um coro de negativas do lado de Sarkozy, mas pode não decidir a corrida, já tão perto de seu final, em um país onde os eleitores estão acostumados com frequentes investigações de escândalos. “Iremos apresentar uma queixa contra a Mediapart,” disse Sarkozy à rede de TV France 2. “Vocês realmente acham que, com o que fiz a ele, o senhor Gaddafi teria feito uma transferência bancária para mim? Por que não um cheque nominal? É grotesco”.

 

O mandatário, que conheceu Gaddafi em Paris em 2007, foi um dos maiores apoiadores dos ataque aéreos contra o governo líbio durante o levante de 2011 na Líbia.

 

Aviões de guerra franceses foram os primeiros a bombardear as tropas leais a Gaddafi na campanha conduzida pela Otan, que resultou na deposição e assassinato de Gaddafi pelas mãos das forças rebeldes em outubro.

 

Sarkozy não disse sob que fundamentos legais irá processar site, mas qualificou o documento de “falsificação óbvia”, afirmando que as duas pessoas na Líbia que teriam enviado e recebido a carta negaram envolvimento.