09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Um erro não justifica outro


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Na carta de título "Cotas e hipocrisia", o conhecido leitor Pedro Valentim comete alguns erros históricos e também nas justificativas apresentadas. Primeiramente não são 350 anos de escravidão negra e sim pouco mais de 250, isto porque a escravidão negra foi precedida pela do índio, só abolida no século XVIII, índios que ainda tiveram muitas nações cruelmente dizimadas.

Alem disto, os privilégios de filhos de fazendeiros, da lei da anistia ou do quinto constitucional devem e são combatidos pelo principio constitucional de que todos são iguais perante a lei e são moralmente erradas, ou seja, em nada justificam outro erro.

Portanto, se falarmos de cota em primeiro lugar deveriam estar os índios que foram indubitavelmente as primeiras e maiores vitimas do homem branco europeu. Sem falar que somos uma enorme miscigenação, sendo praticamente impossível separar na população quais os descendentes de índios e negros.

Ademais, as cotas representam uma descriminação às avessas e, como bem narrou Valentim, existe o Pró Uni que atende a índios, negros, pardos, amarelos e brancos, ou seja, atendendo ao princípio constitucional de isonomia. Ao Pró Uni deveriam ser acrescentados estímulos como bolsas em bons cursos pré-vestibulares ou para educação básica, igualando oportunidades para todos os brasileiros de forma igual. independente de sua raça ou condição social.

Márcio M. Carvalho