Nas Ilhas Canárias, mais precisamente em Tenerife e Lanzarote, todas de origem vulcânica, não existe absolutamente nada parecido com o Aquífero Guarani. A água potável é vendida em garrafas plásticas e para os demais usos ela é dessalinizada. Num raciocínio linear, pode-se dizer que os habitantes dessas ilhas não teriam restrição alguma relacionada ao uso de água, podendo, inclusive, se dar ao luxo de lavar calçadas, que é a forma mais execrável de desperdício de agua.
Afinal, estão rodeados pelas águas do Oceano Atlântico. Ocorre, contudo, que o processo de dessalinização é custoso, o que implica no uso racional de água. De fato, não se observa por aqui nenhum tipo de desperdício e/ou mau uso de água. O fator moderador do correto uso de água vem a cada dois meses no boleto bancário. Num mercado hipotético, as águas do Oceano Atlântico (teoricamente infinitas) tem valor superior às do Aquífero Guarani e, curiosamente, a qualidade destas é muito superior, embora potencialmente finitas. Que tal igualarmos os preços? As gerações futuras iriam aplaudir a iniciativa.
Edison Maitino Lanzarote - Ilhas Canárias