08 de julho de 2026
Nacional

Brasileiro do Face leva vida boêmia


| Tempo de leitura: 3 min

 

Cingapura - O brasileiro cofundador do Facebook, Eduardo Saverin, é uma celebridade em Cingapura. Enquanto sua projeção pública se deu pelo trabalho na empresa de tecnologia avaliada em quase US$ 100 bilhões, no país asiático ele é famoso também por seus hábitos sociais.

 

Perfil produzido pelo jornal “Wall Street Journal” relata como o empresário de 30 anos tornou-se admirado em Cingapura. Sua vida noturna é alvo de interesse, segundo o texto. 

 

Saverin, afirma o perfil, é frequentemente visto ao lado de modelos e de detentores de grandes fortunas.

 

O brasileiro dirige um Bentley, usa jaquetas caras e costuma gastar milhares de dólares nos bares, principalmente em vodca Belvedere e champanhe Cristal. Os detalhes no texto são de relatos de amigos de Saverin.

 

A fama vai da admiração de fãs em sua página no Facebook até os políticos que o convidam para discursar em conferências.

 

A revista “Tatler” colocou o brasileiro na “lista dos 300”, que traz o nome de pessoas influentes no país.

 

Citando fontes familiares com o negócio, o jornal afirma que a participação de Saverin no Facebook se limita a cerca de 2% do capital da empresa. Documentos enviados na quinta-feira às autoridades dos EUA sugerem um valor de mercado para a rede social de até US$ 96 bilhões.

 

Embora a chegada do brasileiro a Cingapura tenha levantado esperanças de que ele pudesse investir forte em novos negócios de tecnologia, seus investimentos são limitados, diz o texto.

 

A participação do brasileiro em outros negócios inclui investimento em startups (empresas iniciantes) de tecnologia, como um aplicativo de comparação de preços, e até uma empresa de cosméticos. Nenhum, porém, ficou conhecido como o Facebook.

 

Além disso, Saverin não gosta de exposição na mídia. Recusou inúmeras entrevistas. Até mesmo para o perfil publicado pelo “Wall Street Journal”.

 

 

 

Facebook deve iniciar eventos para investidores já na próxima semana

 

São Paulo - A série de encontros com potenciais investidores - os chamados roadshows - para a oferta pública inicial de ações do Facebook está prevista para começar na próxima segunda-feira, de acordo com fontes próximas às negociações. O evento indica que os papéis da companhia devem começar a ser negociados no dia 18. Mark Zuckerberg, fundador e presidente-executivo do maior site de rede social do mundo, que participou da trajetória do Facebook rumo ao mercado de capitais nos bastidores, participará dos encontros, segundo outra fonte afirmou.

 

O Facebook não quis comentar o assunto.

 

Analistas e investidores em Wall Street não esperavam que Zuckerberg participasse dos encontros, após o executivo ter faltado à reunião com analistas em março, conduzida pelos vice-presidentes financeiro e operacional. A série de apresentações, em que a empresa explica sua estratégia a potenciais investidores, geralmente dura uma ou duas semanas. Se o roadshow correr bem, as ações costumam começar a ser negociadas alguns dias antes do previsto.

 

A estreia do Facebook na Bolsa deve levantar cerca de US$ 5 bilhões e elevar o valor de mercado da companhia para cerca de US$ 100 bilhões.

 

A empresa, que revelou dados financeiros nos documentos preparativos para a oferta, viu seu lucro cair no primeiro trimestre por conta de uma forte elevação em custos.

 

O lucro de US$ 205 milhões apurado de janeiro a março representou um recuou de 12% ao valor registrado no primeiro trimestre do ano passado. A queda aconteceu apesar de avanços na receita e no número de usuários.

 

As despesas do Facebook somaram US$ 677 milhões no período, quase o dobro do registrado no primeiro trimestre de 2011.