08 de julho de 2026
Polícia

Tia consegue liberdade provisória

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

 

A Justiça acatou pedido de liberdade provisória feito pelo advogado de defesa de Elisângela Rodrigues de Alcântara, 30 anos, acusada de matar o sobrinho de 19 anos com um golpe de vassoura na nuca. Ontem, por volta das 15h, ela deixou a Cadeia Pública de Avaí, para onde havia sido encaminhada após o registro da ocorrência. 

 

A reportagem do JC tentou conversar com Elisângela por telefone e em sua residência, mas a mãe dela informou que ninguém iria falar sobre o assunto. Ela também não quis confirmar se a filha havia sido solta. “Se foi, está na casa de alguém porque eu não estou sabendo”, disse, antes de desligar o telefone.

 

Conforme divulgado na edição de ontem, Elisângela atingiu o sobrinho João Paulo de Alcântara, 19 anos, com o cabo de vassoura, ao tentar defender a mãe, G.R.A., 72 anos, avó da vítima. O fato ocorreu por volta das 9h, na residência onde a família mora, na quadra 2 da alameda Saturno, no parque Santa Edwirges.

 

De acordo com a Polícia Militar (PM), o jovem teria se irritado e “partido para cima” da avó quando ela pediu para que ele se agasalhasse melhor antes de sair de casa, por conta de sua saúde debilitada. Ao tentar intervir na briga, Elisângela também teria sido ameaçada por João Paulo.

 

Ela contou à polícia que, para defender a mãe, que passou por cirurgia cardíaca há pouco mais de uma semana, e se defender, desferiu uma vassourada na nuca do sobrinho. Com o golpe, o jovem desmaiou e, apesar de acionado o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), não resistiu aos ferimentos e morreu no quintal da casa. O médico do Samu que atestou o óbito de João Paulo, Carlos Augusto Cameschi, disse à reportagem que ele foi atingido em regiões vitais. Após ser ouvida no plantão policial, Elisângela foi autuada em flagrante e conduzida à Cadeia de Avaí. Segundo vizinhos, o jovem era criado pela avó desde a morte dos pais. O homicídio foi o 12º registrado em Bauru neste ano.