10 de julho de 2026
Nacional

Por reajustes, funcionários federais podem parar amanhã

Folhapress
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Brasília - Os servidores públicos federais planejam uma paralisação de advertência ao governo Dilma Rousseff amanhã em todo o Brasil. Eles reclamam da política de congelamento que Brasília vem adotando e apontam para um “retrocesso igual ao ocorrido no governo de Fernando Henrique Cardoso” (de 1995 até 2002). 

 

As manifestações devem ocorrer simultaneamente em todo o país com o mote “Dia Nacional de Advertência”. Esta é a primeira vez que as entidades sindicais do funcionalismo federal se mobilizam unificadamente. Caso não haja negociação com o governo, a categoria pode votar por uma greve. 

 

Segundo o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central, os dirigentes sindicais do Banco Central, da Polícia Federal, da Receita Federal, da Defensoria Pública, da Advocacia Pública e da Gestão Pública entendem que o cenário adverso “exige um movimento sincronizado e centralizado para evitar o que aconteceu no governo de Fernando Henrique Cardoso--quando ficaram 8 anos sem reajuste salarial”.

 

Servidores do judiciário federal também programam manifestações e paralisações neste mês para pressionar o governo pela recomposição salarial. 

 

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal no Estado de São Paulo (Sintrajud-SP), a categoria pede aumento de 50% porque não teria tido reposição de perdas desde junho de 2006.