Brasília - A Procuradoria Geral da República enviou parecer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) defendendo que o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, continue preso com o objetivo de de neutralizar ou, ao menos, enfraquecer seu poder de articulação e penetração que sabidamente exerce na sociedade.
O documento, assinado pelo subprocurador-geral da República Paulo da Rocha Campos, diz que libertar Cachoeira seria uma medida temerária.
Trata-se da posição do Ministério Público Federal sobre o habeas corpus impetrado pela defesa do empresário no STJ. O caso só deverá ser julgado na semana que vem.
Segundo o parecer, não há ilegalidade em manter Cachoeira preso e tal necessidade é imperiosa para o resguardo da ordem pública, diretamente ameaçada com a atividade criminosa organizada.
O subprocurador descreve Carlinhos Cachoeira como alguém com grande influência política e econômica perante a sociedade e a própria estrutura estatal, encontrando-se no ápice de moderna, articulada, antiga e extensa organização criminosa, fortemente armada pelo concurso de vários agentes dos setores da segurança pública, inclusive do alto escalão.