10 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O ensino de qualidade e o pensamento crítico na luta contra a corrupção


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Desde as primeiras relações sociais entre os homens, já se utilizavam meios ilegais e imorais para se alcançar objetivos. Trapaceando, os homens "passavam por cima" das pessoas e das leis. Em meio há esse tempo, com a globalização, existiram tanto sociedades altruístas e com pouquíssimas taxas de corrupção quanto sociedades quase que totalmente corruptas. E hoje, com o desenvolvimento tecnológico, as novas mídias e a imprensa, a sociedade tem se tornado cada vez mais alienada e fútil, assim a corrupção só tende a crescer (ainda mais).

A diferença entre as sociedades totalmente corruptas e as altruístas, onde o respeito é tido como essencial, está na educação. No Brasil, por exemplo, país caracterizado por grande corrupção, a educação escolar é péssima. O que acontece é que a criança, quando não aprende a necessidade do respeito, da ética e da boa índole desde pequena, tende a crescer e se tornar corrupta. Já diria um provérbio bíblico antigo: Ensina a criança no caminho que deve andar, para que quando cresça não se desvie dele. Quando a criança aprende a respeitar e é respeitada desde a infância, tende a continuar assim por toda a vida.

Outro fator que diferencia as sociedades e determina a corrupciência delas ou não é o seu pensamento crítico. Se a sociedade pensa, reflete, busca sempre aprender, se informar sobre o mundo que a cerca, ela tende a ser uma sociedade inteligente que consequentemente, dará valor a ética e ao respeito mútuo. Já se é uma sociedade em que a política do pão e circo faz parte de seu cotidiano e da sua cultura, a sociedade tende a ser alienada, mesquinha, sem opinião própria, facilmente manipula e se deixará levar pela corrupção. 

Diante disso, nos encontramos em uma situação que ainda podemos reverter. A corrupção nos cerca a todo o momento, mas pode ser derrotada. Se os jovens de hoje e pais do amanhã priorizarem um ensino de qualidade e a necessidade do pensamento crítico na vida de seus filhos, teremos uma geração mais difícil de se corromper, que gerará, consequentemente, filhos menos corruptíveis ainda, caminhando assim para o desenvolvimento da ética social.

Lucas Pegoraro