Bofete – Na madrugada de ontem, assaltantes encapuzados e fortemente armados com fuzis e metralhadoras explodiram três caixas eletrônicos de uma agência bancária no Centro de Bofete (135 quilômetros de Bauru) e fugiram levando cerca de R$ 164 mil. No dia 15 de abril, a gerente e a subgerente da mesma agência, além de seus familiares, foram mantidos reféns por um grupo armado e chegaram a deixar em local combinado a quantia de R$ 210 mil. A polícia foi acionada e conseguiu recuperar o dinheiro. As vítimas foram libertadas sem ferimentos em uma cidade vizinha (leia mais abaixo).
Segundo a Polícia Militar (PM), a ação de ontem teve início por volta das 3h15, quando cerca de sete assaltantes em um veículo Ford EcoSport, de cor prata, sem placas, renderam o guarda noturno que fazia a ronda de motocicleta na área urbana. Além de roubarem a moto dele, uma Honda NXR Bros, placas DYS-9919, de Sete Barra, os ladrões o obrigaram a entrar no porta-malas do carro e seguiram até a agência bancária, que fica na rua Manoel Ribeiro Maracajá.
No momento em que o grupo colocava os explosivos nos caixas eletrônicos, um ônibus de trabalhadores rurais passou em frente ao local e foi parado. Os dois homens que estavam dentro do veículo foram obrigados a descer e se deitar no chão. Em seguida, os explosivos foram detonados. Com a explosão, a estrutura do prédio ficou completamente destruída. Os assaltantes fugiram em alta velocidade levando R$ 164.060,00 e efetuando disparos para o alto.
O Ford EcoSport foi encontrado pela polícia abandonado um uma estrada de terra paralela à rodovia Lázaro Cordeiro de Campos (SP-147), na altura do quilômetro 239. A motocicleta do guarda noturno foi abandonada na mesma rodovia, mas em sentido oposto, na altura do quilômetro 261. De acordo com a PM, o carro foi roubado no último dia 5, na cidade de Nova Odessa. No prédio da agência, a polícia apreendeu uma espécie de alavanca de ferro.
De acordo com o delegado Lourenço Talamonte Neto, até o fechamento desta edição ninguém havia sido detido. Ele não descarta a possibilidade da quadrilha ser a mesma que, há menos de um mês, sequestrou duas funcionários da agência para tentar roubar todo o dinheiro do caixa. “É difícil falar num primeiro momento, mas pode ter ligação sim”, diz. Neto também acredita no envolvimento do grupo em ações semelhantes registradas nos últimos meses na região.
Assalto frustrado
No dia 15 de abril, às 19h, sete indivíduos armados com fuzis e metralhadora invadiram a casa da gerente da agência, em Bofete, e a renderam, com o marido e suas duas filhas. A quadrilha queria a chave do cofre do banco. Como o sistema têm dispositivo de segurança com senha, que é compartilhada com a subgerente, o grupo também decidiu sequestrá-la. Três assaltantes foram até a residência da funcionária e fizeram ela e o marido reféns. O casal foi levado para o imóvel da gerente, aonde todos permaneceram até o dia seguinte sob a mira de armas de fogo. Pela manhã, as duas mulheres foram à agência para sacar o dinheiro guardado no cofre, no total de R$ 210,1 mil.
O valor foi colocado em uma caixa de papelão lacrada com fita adesiva, a pedido dos ladrões. Uma das funcionárias disse ao chefe da segurança que havia sido sequestrada e mostrou uma foto feita pelo aparelho celular dos reféns. Enquanto a polícia era avisada, elas obedeceram às ordens da quadrilha e deixaram o dinheiro na saída da cidade.
Quando seguiam para pegar o valor, os assaltantes, que estavam em um CrossFox, se depararam com uma viatura da PM e passaram a atirar contra a equipe. A quadrilha acabou fugindo sem levar nada e abandonou os reféns no trevo de acesso a uma cidade vizinha. Todo o dinheiro foi recuperado pela polícia, mas os ladrões não foram presos.