08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

DEZOITO DE ABRIL


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Foi no dia 18 de abril de 1857, em Paris, que foi lançado o Livro dos Espíritos, que mostrou as bases da doutrina espírita para o mundo. Ele é constituído de 1.018 questões propostas aos espíritos que as responderam para o professor Denizard Rivail, que as publicou usando o nome de Allan Kardec, que ele tivera em uma remota encarnação, como sacerdote druida, nas Gálias do Império Romano, dois séculos antes da vinda de Jesus ao planeta Terra.

Essa obra é considerada pela história das religiões, do mundo ocidental, como a terceira revelação ou a religião do futuro.

A primeira revelação foi aquela trazida por Moisés, com a lei das doze tábuas, a segunda veio com Jesus, o Cristo, com toda a trajetória judaico-cristã acrescentando amor à rígida lei da primeira, de Moisés, que apresentava um Deus muito severo.
Ao passo que com Jesus o mundo conheceu o Deus do amor, mais que o da disciplina rígida da primeira revelação. E a terceira, que acrescentou mais uma etapa evolutiva à segunda, trouxe a lei do perdão e da nova oportunidade, com a reencarnação e a certeza de que somos todos filhos de um Deus que nos ama, nos perdoa e nos dá sempre um crédito para renegociarmos nossas dívidas, para aprendermos, crescermos e sermos felizes, pois foi para sermos felizes que Ele nos criou.

Nesta data, tão importante para os seguidores da doutrina espírita divulgada e difundida por Kardec, é bom lembrarmo-nos que ainda e sempre, somos todos filhos de Deus por Ele amados e que Ele nos concede também o livre arbítrio para que aprendamos, cresçamos e nos tornemos felizes para sempre, por nosso próprio esforço e mérito.

Assim é que todo sofrimento que nos acomete é por nossa própria culpa e não por castigo de Deus e só nós mesmos é que podemos, com nosso próprio esforço, aliviar esse sofrimento. Tudo isto Kardec nos ensina e o nosso bom senso entende e aprova.

Isolina Bresolin Vianna