É outro mundo. Assim descreveu a bauruense Silvana Pereira retornando de uma viagem à Amazônia. O aeroporto de Manaus localizado em área de vegetação preservada, o calor, a umidade e os manuaras vestidos com trajes indígenas dando as boas vindas foram os principais receptivos.
Silvana, que viajou desde Bauru pela Trip, elogiou a infraestrutura do aeroporto construído para receber, e bem, visitantes de todas as partes. Muitos estrangeiros apaixonados pela maior floresta tropical do planeta.
O outro mundo citado pela turista resume seu sonho realizado e acalentado há décadas: conhecer a maior floresta tropical do mundo, avistar botos, lançar-se pelos rios nas chamadas "voadeiras", interagir com os ribeirinhos e conhecer o Teatro Amazonas, um marco arquitetônico da fase áurea da borracha.
O turista que vai para a região amazônica deve aproveitar a viagem para conhecer um pouco da cidade de Manaus. A dica é esperar para fazer esse pit stop depois de viver a experiência na floresta.
Alguns museus mostram a diversidade da fauna amazônica. Os mais medrosos podem ficar impressionados com o tamanho de alguns insetos e facilmente desistir de ir para o meio do mato. No Museu de Ciências Naturais do Amazonas, o turista fica por dentro das espécies de peixes e insetos que habitam a região. Um rico aquário abriga peixes como pirarucu e as temidas piranhas. Os insetos expostos estão mortos e conservados. Mesmo assim, vê-los não é menos assustador. O museu fica na Estrada de Belém, s/nº, Colônia Cachoeira Grande.
Pertinho do porto, na rua dos Bares, s/nº, está o Mercado Municipal Adolfo Lisboa, onde é possível comprar artesanato, bombons de cupuaçu - a famosa fruta do Norte - e experimentar o tacacá, prato típico feito com tucupi e pitu. Traduzindo: espécie de sopa à base de mandioca e camarões.
O Teatro Amazonas é outra atração imperdível. Após várias restaurações, o teatro ainda conserva afrescos de 1896, ano em que foi inaugurado. Fica na rua Tapajós, s/nº, no Centro de Manaus.
As águas do Solimões e Negro
Hospedada no hotel Tropical Manaus, um dos mais tradicionais e mais completos da cidade, Silvana Pereira conta que, da janela da ala executiva do complexo, se encantou com aquela imensidão de água e de verde. Ela partiu no dia seguinte para o encontro das águas dos Rios Solimões e Negro.
Um espetáculo que pode - e deve - ser visto de barco. A água barrenta do Solimões e a mais escura do Negro têm diferença, não só de coloração, mas também de temperatura. Se você mergulhar nas águas desses rios e tiver com um pouco de sorte, pode dar de cara com os famosos botos.
No trekking, aulas sobre o meio ambiente
No dia seguinte, Silvana Pereira, que é de Bauru, partiu com grupos de vários países - no Hotel Tropical ouve-se todos os sotaques em seus amplos salões, nos restaurantes, nas lojas que fazem parte de seu complexo - para os trekkings na Floresta Amazônica , que literalmente são de suar a camisa.
Dicas da Silvana: Passe repelente e protetor solar ou vista uma camisa de mangas compridas; calce um bom par de botas e use calça - dê preferência às com bolsos nas laterais. Caminhar na selva é uma experiência enriquecedora, mas exige cuidados como esses. E um olhar bem atento. Especialmente para identificar a riqueza da flora. Os guias, sempre muito solícitos, começam a aula ao ar livre explicando que o solo da Amazônia é arenoso e vive coberto de folhagem. Por conta disso, grande parte das árvores apresenta raízes superficiais para aproveitar os nutrientes que ficam por cima. Parece um grande xaxim.