08 de julho de 2026
Nacional

Caso Celso Daniel: réus negam ter participado de assassinato

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

 

São  Paulo - Em interrogatório realizado durante o julgamento, três réus acusados pela morte do prefeito de Santo André Celso Daniel (PT) negaram participação no crime e afirmaram que foram torturados pela polícia.

 

Celso Daniel foi encontrado morto com oito tiros numa estrada de terra em Juquitiba (SP), após dois dias de sequestro em janeiro de 2002. Ele se preparava para assumir a coordenação da campanha do ex-presidente Lula.

 

O Ministério Público de São Paulo voltará a defender que o assassinato está vinculado a um esquema de desvios para financiar campanhas do partido.

 

Primeiro a falar, o réu Ivan Rodrigues da Silva, conhecido como Monstro, disse que estava no Paraná em janeiro de 2002, quando aconteceu o crime.

 

“Eu não matei ninguém”, disse Ivan. Ele ainda afirmou que foi ameaçado para que confessasse crime. Ele afirmou também que não conhece Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, principal acusado pela morte. Já José Edison da Silva disse que estava na Bahia quando a morte aconteceu. Ele também acusa a polícia de tortura.

 

Além de negar o crime, outro réu Rodolfo Rodrigo dos Santos afirmou que foi torturado com choques elétricos.

 

Presente ao julgamento, o irmão de Celso Daniel, Bruno Daniel, disse que os argumentos dos réus são frágeis e voltou a afirmar que a motivação do crime foi política.

 

Como as 13 testemunhas de defesa foram dispensadas, é possível que o júri, que tinha previsão para se estender dois dias, termine ainda hoje.

 

Já os advogados de dois réus abandonaram o júri. Os réus Itamar Messias Silva dos Santos e Elcyd Oliveira Brito, o John, tiveram o julgamento remarcado para o dia 16 de agosto. Os advogados alegaram que teriam menos tempo de defesa do que a acusação.

 

Já o principal acusado da morte do prefeito, Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, responde em liberdade e será julgado separadamente devido a recursos judiciais.