Goiás - A última revisão pela qual passou o helicóptero da Polícia Civil de Goiás que caiu na tarde de terça-feira, provocando a morte de oito pessoas, não poderia ter acontecido. As informações são da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Segundo a agência, a empresa Fênix Manutenção e Recuperação de Aeronaves teve suas atividades suspensas no dia 2 de maio. A última revisão do helicóptero teria sido feita entre a última sexta-feira e segunda.
A assessoria de imprensa da Anac afirmou que a área técnica da agência ainda está apurando os motivos da suspensão.
A aeronave caiu quando a equipe da Polícia Civil retornava a Goiânia depois de uma reconstituição da chacina ocorrida em uma fazenda de Doverlândia (403 km de Goiânia), em que sete pessoas foram degoladas.
A Polícia Técnico-Científica de Goiás confirmou na madrugada de ontem a identidade de mais uma vítima, o delegado Osvalmir Carrasco Melati Júnior, 38 anos, natural de Tupã, era um dos pilotos da aeronave. Sua identificação foi feita por meio da arcada dentária. O corpo do delegado Vinícius Batista da Silva já havia sido identificado, e as outras seis vítimas foram identificadas por impressão digital. Segundo a polícia, será necessária a confirmação via DNA devido a situação em que se encontram os corpos.