08 de julho de 2026
Cultura

Batalha naval


| Tempo de leitura: 2 min

 

“Battleship - A Batalha dos Mares”, que estreia hoje em Bauru juntamente com Piratas Pirados e 12 Horas (confira programação na página 31) mais um filme sobre a invasão da Terra por alienígenas, tem efeitos especiais caprichados, mas isto é muito pouco para oferecer ao espectador. Adaptado da Batalha Naval, que as crianças jogam desde antes dos anos 1930, o filme á uma fita de ação barulhenta.

 

Os roteiristas Erich Hoeber e Jon Hoeber (“RED - Aposentados e Perigosos”) criaram uma trama que inclui alienígenas que mais parecem um cruzamento entre Transformers e Jaspion - só para ficar no campo da cultura popular -, que aqui chegaram com o propósito específico de exterminar os terráqueos. Como todos os filmes do gênero.

 

Alex Hopper (Taylor Kitsch, de “John Carter - Entre Dois Mundos”) é um jovem de vida desregrada que entra para a Marinha forçado por seu irmão, Stone (Alexander Skarsgård, de “Melancolia”). Ele namora Sam (Brooklyn Decker), filha do almirante Shane (Liam Neeson, de “Esquadrão Classe A”). Shane tem entre seus tripulantes Raikes, interpretada pela cantora Rihanna. Fora as cenas de explosões e destruição de embarcações - afinal esse é objetivo do jogo -, não há muita ação em “Battleship”. Mas o barulho e a música são incessantes.

 

 

 

‘Piratas Pirados!’ aposta no cinema-nostalgia

 

Vida de pirata não é fácil. Além de roubar tesouros e fugir da marinha imperial, é preciso se destacar para ganhar o prêmio Pirata do Ano. Em “Piratas do Caribe”, Johnny Depp faz parecer mais fácil ser um bucaneiro, mas Capitão Pirata mostra que não é bem assim em “Piratas Pirados!”, animação que estreia em versões 3D e convencional, ambas com opção dublada ou legendada.

 

Capitão Pirata (voz de Hugh Grant, no original, e Hércules Franco, na versão nacional) nunca ganhou o prêmio de Pirata do Ano e este é o seu grande sonho. Produzido pelo estúdio inglês Aardman Animations (o mesmo de “Wallace & Gromit”, “Fuga das Galinhas”), o filme tem o roteiro assinado por Gideon Defoe, baseado em vários momentos de sua série de livros infantis sobre piratas. Trata-se do primeiro longa da empresa feito em digital, mas ainda mantendo a técnica de stop-motion, o que permite criar figuras repletas de detalhes, como as barbas do Pirata Capitão, onduladas como as ondas do mar, ou as penas do corpo do Dodô. Sem se preocupar em colocar uma piada por cena, a trama é engraçada para segurar o filme.]]

 

 

 

Liam Neeson interpreta um militar ‘durão’

 

O irlandês tranquilo. Assim poderia ser também chamado Liam Neeson, o irlandês que já foi pugilista, motorista de caminhão, professor de física e estreou no cinema em “Excalibur”, em 1981, após ser descoberto por John Boorman.

 

Famoso por seus papéis dramáticos e densos, Neeson, à beira dos 60 anos, vive nova fase e tem sido convidado para papéis de ação. Em “Battleship”, é Shane, um almirante durão com dois ‘grandes’ dramas: ajudar a salvar a Terra de uma invasão alienígena e tentar se entender com o namorado da filha.