Pela primeira vez Jaú terá uma rota oficial de turismo. Resultado de trabalho que vem sendo desenvolvido pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, ressalta a titular da pasta, Jaci Tóffano. Segundo ela, o primeiro roteiro oficial é o salto de mais de um ano de trabalho.
“Já temos o turismo de compras, o de negócios, religioso, cultural (patrimônio arquitetônico eclético), o de saúde (Hospital Amaral Carvalho) e agora o turismo fluvial. Como a cidade recebe aproximadamente 800 mil visitantes por ano para compras do setor calçadista, temos seis grandes hotéis e toda a infraestrutura para os visitantes com guias capacitados, setor gastronômico muito bom [restaurantes centrais e culinária noturna com casas de eventos e chopperias].”
Para a secretária, é uma opção para o turismo regional. “As pessoas que se interessam por fazer um passeio de barco e querem conhecer o Parque Frei Galvão terão a oportunidade. Aquelas que querem fazer a eclusagem e não desfrutar do turismo religioso têm a opção de conhecer o patrimônio histórico de Jaú e aproveitar o comércio local, focado no calçado feminino.”
Na opinião dela, a cidade está preparada para receber os turistas. “Temos funcionários preparados para receber os turistas. Por enquanto, eles podem ser encontrados na Secretaria de Cultura e Turismo, mas temos grupos itinerantes. Durante o Roda São Paulo colocamos equipes em frente a matriz, no shopping dos calçados e outros pontos. Foram quatro pontos diferentes à disposição do turista”.
No condomínio Frei Galvão vamos ter gente nossa para orientar os turistas, fazendo o receptivo. “Queremos que os visitantes conheçam a potencialidade turística do município.”
A secretaria pretende ampliar. “Tivemos uma boa experiência com o Roda São Paulo. Um city tour pela cidade de ônibus. Os visitantes desciam naqueles pontos que mais os atraíam. Visitavam e retornavam na próxima viagem. Percebemos que os casarões e a matriz cativavam mais a atenção dos turistas. Tanto que resolvemos colocar barracas de artesanato na praça ao redor da igreja. A matriz faz parte dos monumentos tombados que os visitantes mais gostaram. Vamos implantar isso para experimentar uma vez por mês”.
E ainda: o ponto principal sempre vai ser a matriz Nossa Senhora do Patrocínio, onde ficará o embarque. O horário é das 9 às 16 horas. Haverá vários pontos de parada. “Se a pessoa quiser pode parar no cemitério e ouvir um pouco sobre a arte cemiterial ou passar direto.”
A cidade inspira
Outro ‘nicho’ que está sendo incentivado, de acordo com a secretária, é o artesanato voltado às belezas da cidade. “Temos incentivado os artesãos a fazer peças que façam alusão à cidade. Esculturas, camisetas, coisas que o turista possa levar de lembrança. Estamos trabalhando como formiguinhas para chegar à situação ideal.”
O projeto Roda São Paulo, informa a secretária, proporcionou duas experiências muitos significativas. “Uma com os estudantes da rede pública e outra com os visitantes. Levamos as crianças para um passeio pela cidade, mostrando e experimentando o que chama mais chamava a atenção delas. Depois fizemos o mesmo esquema com o Roda São Paulo, que trouxe turista de toda a região.”
De acordo com ela, Jaú se prepara e investe no turismo. “A Secretaria de Cultura e Turismo atua na área de Educação Patrimonial e oferece passeios gratuitos à população, regularmente, como a Carreta da Identidade Cultural, Passeios Histórico-Arquitetônico na Matriz Nossa Senhora do Patrocínio e Cemitério Municipal (Arte Cemiterial). Nos próximos meses a secretaria lançará o Projeto Roda Jahu, que contará com passeios pelo patrimônio histórico e cidades vizinhas.
‘Cruzeiros’ começam depois do Dia das Mães
A Navegação Fluvial Médio Tietê é a responsável pelo roteiro que será desenvolvido, nessa fase, até Jaú, posteriormente até Ibitinga.
Segundo Edson Palmesan, o passeio é um verdadeiro cruzeiro fluvial pela hidrovia. “Eu acho que seria esse nome. Vamos sair de Barra Bonita, usando toda a potencialidade turística. Depois vamos a Jaú e Ibitinga, esse é o nosso objetivo. Ibitinga entra na segunda etapa. Nessa primeira, os passeios serão nos finais de semana, depois do Dia das Mães. Pretendemos fazer o passeio aos sábados e domingos.”
O roteiro, explica o capitão, sai de Barra Bonita, faz a eclusagem e vai até o porto de Frei Galvão. Visita à capela do santo, que foi o local do milagre da bilocação, depois faz o comércio de calçados e tem a opção de fazer um city tour no comércio de Jaú pelos casarões antigos da época do café, da época dos barões.”
O grupo de turistas que normalmente chega de transporte coletivo à Barra Bonita, explica Palmesan, embarca no navio. “Enquanto fazemos o cruzeiro pelo Rio Tietê, o ônibus segue para o Território do Calçado, onde ficará a espera dos passageiros. O translado do Porto Turístico Frei Galvão para o Território do Calçado é feito pelos comerciantes de calçados. Vamos ter a opção para aqueles que querem retornar a Barra Bonita sem a visita ao comércio de sapatos.”
O ônibus do grupo de turistas que sai de Barra Bonita espera os passageiros no Território do Calçado. “Eles visitam as lojas e embarcam de retorno a Barra Bonita. Há a opção do city tour com visitas aos casarões. Quem desce, não sobe. São três horas de passeio de barco com pessoas a bordo. A embarcação sai de Barra às 9h30 e desce em Jaú às 12h30.”
O capitão avisa que haverá a opção sentido contrário. “Nós vamos ter uma opção para o pessoal que quer fazer a viagem partindo de Jaú para Barra. A pessoa vai direto para Jaú conhece a cidade, visita o Território e 13 horas vai para o condomínio. Embarca no barco e vai para Barra fazendo a eclusagem. Desce no porto de Barra. É ida e volta com pessoas diferentes. Quem desce não sobe e quem sobe não desce.”
Para o preço da viagem estuda-se algo entre R$ 80,00 e R$ 100,00 por pessoa. “Com almoço a bordo. No cardápio, maionese, peixe a milanesa, arroz a grega, carne assada e farofa. É passeio para a família. Já fazíamos a eclusa, estamos lançando um novo roteiro com outros atrativos.”
Serviços
Contatos com a Navegação Fluvial Médio Tietê pelo telefone: (14) 3641-2422.
Ibitinga vai construir um novo píer para receber seus visitantes
Semanalmente a cidade de Ibitinga(90 quilômetros de Bauru) recebe uma média de 100 ônibus de turistas. Todos interessados em comprar enxovais, afinal o município é conhecido nacionalmente como a Capital do Bordado. O roteiro que vai partir de Barra Bonita, passar por Jaú e Ibitinga, na 2ª etapa vai exigir uma nova obra no pier. A obra já está sendo licitada.
O número de coletivos deve aumentar e consequentemente as vendas do comércio e da indústria, gerando novas vagas no mercado de trabalho. É essa a expectativa do município de Ibitinga. O secretário municipal de Turismo e Desenvolvimento do Comércio e Indústria, João Gabriel Marrone, acredita que em 60 dias a obra esteja concluída e a rota de turismo possa ser concretizada até a Capital do Bordado.
“Esperamos trazer mais de 500 pessoas por semana por conta desse roteiro turístico. Eles são potenciais compradores de enxovais. Pelo projeto, vamos ter o passeio duas vezes por semana. A cidade está preparada por conta do turismo de negócios, temos hotéis e restaurantes. Queremos fortalecer o setor.”
Segundo o secretário, o fortalecimento do turismo é uma meta que pode alavancar ainda mais o movimento de visitantes. A cidade aguarda a beatificação de Nelsinho Santana. Há um processo de beatificação em andamento e provavelmente na próxima visita do Papa ao Brasil, isso vá se realizar. “Aguardamos a beatificação para disparar o turismo religioso.”
Mas a ideia é ir além. “No município temos o pantanal paulista muito semelhante ao pantanal do Mato Grosso. Queremos mostrar isso. Esperamos que uma empresa se interesse por oferecer esse passeio náutico.”
Condomínio Parque do Frei Galvão terá mais visibilidade com novo roteiro regional
O Condomínio Parque Frei Galvão tem 171 chácaras - cinco foram unificadas para a construção do santuário. Ele existe desde 1983. Está localizado na margem direita do Rio Tietê a uma distância aproximada de quatro quilômetros do Distrito de Potunduva. Foi muito perto, numa área hoje submersa, que teria ocorrido o milagre da bilocação de Frei Galvão.
O presidente dos proprietários do condomínio, Luiz Fernando Bassan Cezar, explica que o local exato onde ocorreu o milagre, datado de 1810, está submerso.
“Com o represamento da barragem de Bariri a capela que existia ficou mesmo submersa. Foi construída outra, a atual, na mesma linha onde aconteceu o milagre”.
Segundo ele, o condomínio já desenvolvia um movimento antes do porto turístico. “A capela existe e estamos construindo o santuário do Frei Galvão. O prédio está quase pronto. Entre a capela e a parte do alojamento, administrativo das religiosas, a obra em sua plenitude tem mil metros quadrados. Estamos com 660 mil metros quadrados de área construída praticamente prontos.”
Evolução planejada
A capela do Frei Galvão acolhe fiéis em celebrações nos finais de semana. “Temos as celebrações dominicais. A partir da inauguração do porto, afinado com a empresa de embarcação que trará os turistas, vamos estudar a evolução das atividades religiosas, desde que o interesse seja comum.”
A construção do santuário é um processo lançado como desafio há alguns anos, explica o presidente da associação. “E quem está capitaneando todo esse movimento de Frei Galvão é a irmã, Claudia Hodecker, uma religiosa. Ela secretariou todo o processo de canonização dele. Ela é catarinense. Quando veio até nós estava no Mosteiro da Luz. Tão logo foi concluído o processo de canonização, lançou esse desafio junto com a administração do Parque Frei Galvão: a construção de um santuário em favor do santo.”
Para os condôminos o roteiro turístico que aumentará a movimentação de pessoas no local não é problema, avisa Cezar. “Na lei de criação do condomínio havia previsão do desenvolvimento do turismo no Parque Frei Galvão. Estava previsto em um artigo da expansão urbana das margens do Rio Tietê.”
Serviço
Onde fica?
Saindo de Bauru com destino a Jaú, logo após a praça de pedágio, entre à direita. Passe pelo Porto Intermodal, uma ponte férrea, pela usina Diamante e siga três quilômetros. A capela estará aberta aos domingos. Visitantes poderão ver obras do santuário.