08 de julho de 2026
Internacional

Presidente grego se reunirá com partidos


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Atenas - O líder do partido socialista Pasok, Evangelos Venizelos, entregou ontem oficialmente ao presidente grego, Karolos Papoulias, o mandato para a formação de um governo. Com isso, o país ruma para uma nova eleição.


O presidente da Grécia irá se reunir com os líderes dos três maiores partidos hoje, em uma tentativa de última hora de formarem uma coalizão e evitar mais uma eleição em poucas semanas.


O encontro reunirá o líder conservador Antonis Samaras, o líder socialistas Evangelos Venizelos e o líder da Coalizão da Esquerda (Syriza), de acordo com uma declaração do escritório do presidente Karolos Papoulias’s divulgada ontem.


O presidente ainda terá encontros individuais com os líderes de partidos menores que fazem parte do parlamento, incluindo o ultra-nacionailista Golden Dawn.



Nova eleição


A última tentativa de evitar um novo pleito - que pode trazer mais turbulências para a abalada economia grega- ocorre amanhã quando o presidente se reúne com os líderes dos sete partidos que têm cadeira no Parlamento.


Antes da desistência dos socialistas, os dois partidos mais bem votados no pleito da semana passada, Nova Democracia e Syriza, também fracassaram na formação de um governo de coalizão --o que é necessário já que nenhuma sigla conseguiu as cadeiras necessárias para liderar sozinho o país.


As conversas com as lideranças podem, teoricamente, durar até o dia 17, quando iniciam as sessões do novo Parlamento. Na prática, porém, elas devem durar no máximo três dias. Há chances de que sejam encerradas amanhã.Caso um novo fracasso se confirme, novas eleições serão convocadas e devem ocorrer ou no dia 10/6 ou em 17/6.


Pesquisa divulgada hoje mostra a liderança da frente esquerdista Syriza, contrária aos termos do pacote de austeridade internacional acordado pela Grécia em troca do auxílio financeiro ao país.


O partido conta com 25,5% das intenções de voto, quase nove pontos percentuais mais do que recebeu na eleição do último dia 6, quando terminou em segundo lugar.


A Nova Democracia, sigla mais votada no pleito, também subiu (de 20,3% para 21,7%), assim como os socialistas do Pasok, que passariam de 12,6% para 14,6%.


Um dos partidos que perderam apoio, segundo a pesquisa, foi o neonazista Aurora Dourada (hoje donos de 21 cadeiras), que cairiam de 7% para 4% em nova eleição.



?Medidas para crescer


A Alemanha está disposta a considerar a adoção de medidas adicionais para promover o crescimento da Grécia, mas a cambaleante economia grega teria de prosseguir com as reformas pactuadas, disse o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schaeuble, em entrevista à revista Welt am Sonntag, divulgada ontem.


“Se os gregos têm ideia do que poderíamos fazer a mais para promover o crescimento, nós sempre podemos conversar e pensar sobre isso” afirmou Schaeuble, segundo a publicação.



“Mas, no final, trata-se de tornar a Grécia competitiva novamente, permitindo que a economia cresça e abrindo caminho de novo para os mercados financeiros”. “Isso requer que as reformas fundamentais, pactuadas, sejam realizadas, do contrário o país não tem perspectivas.”


Na sexta-feira, a Alemanha informou que apoiava um “pacto de crescimento” europeu, num esforço para conter as críticas de que sua insistência na austeridade agravou a crise da dívida grega.


Mas as autoridades alemãs também disseram à Grécia que a permanência na zona do euro é sua única opção e que o país não pode deixar a austeridade de lado se pretende obter recursos internacionais.


“Posso entender bem os gregos… eles estão sofrendo muito. Não há caminho confortável para a Grécia”, declarou o ministro. “Não há solução melhor. A Grécia tem de mostrar agora se tem o poder para obter as maiorias necessárias para isso.”