Primeiramente meus cumprimentos e agradecimentos ao Corpo de Bombeiros de Piratininga pela presteza no atendimento para o que abaixo exponho. Dia 10 p.p., à noite, fui acordada pelo porteiro do condomínio onde resido, pois durmo e acordo cedo, informando sobre a possibilidade de um gato de minha propriedade ter caído na churrasqueira de uma residência do condomínio. Coisa impossível de ser, pois tenho apenas duas gatas velhas e castradas que nunca pariram, todos os gatos que alimento e cuido foram adotados (adoção imposta).
Sou defensora e respeitadora dos animais e jamais fujo à situação de cuidar e acolher um animal abandonado. Amo os animais e eles nunca me magoaram.
Bem, lá vou eu à referida residência e o proprietário disse haver um gato, que provavelmente caiu do muro, atrás do chaminé de sua churrasqueira. Tentei ver e não consegui. Pelo seu celular, ele fotografou e eu não reconheci o animal.
Voltei para casa e esperei o resgate. Quando este chegou, fui chamada para assistir o resgate e reconhecer o bichano. Era um gato que eu nunca havia visto. Fiquei contente e triste ao mesmo tempo. Contente pelo resgate ter saído à contento e triste pela forma como teve que ser feito, através de um laço que prende o pescoço do animal, fazendo com que o mesmo fique desesperado e esperneando.
Não reconheci o gato como sendo um dos animais que cuido, nunca o havia visto antes. Agradeci pela atitude e boa vontade dos que proporcionaram o salvamento e levei o gato para casa, apesar de não ser um dos meus.
Trata-se de um gato aparentemente idoso e mestiço siamês, na cor bege acinzentado com rabo cinza escuro e peito branco, com dois imensos e belos olhos azuis. Solicito ao proprietário para que venha buscá-lo em minha casa, no condomínio Pontal, pois o mesmo se encontra triste e apático. Aproveito para reafirmar que as gatas que "adotei" involuntariamente, devido à bondade de um grupo de pessoas justas e caridosas, foram todas castradas. Mas, infelizmente, a desova covarde e anônima é contínua. Faço um apelo aos moradores de nossa cidade para que tenham piedade e acabem com essa prática de abandono dos animais à minha porta. Todos os condôminos acham que qualquer gato que aparece aqui são meus. Reafirmo: não são. Faço minha parte a duras penas. Tenham misericórdia !!! Como diz o Datena: "Me ajude aí, oh!".
Luzia Aparecida João