08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

VOTO NULO


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Primeiro, parabéns sr. João Jabbour pelo seu artigo sobre o voto nulo nesta segunda-feira. Leio também o pensamento do sr. Sergio Ricardo Adami na coluna do leitor, sob o título "O preço da verdade", no mesmo dia. Fala com muita propriedade e sabedoria que "resta agora esperar que outro se levante no lugar do corrompido e não se venda e fique sempre do lado da verdade!". Em outro trecho, diz que: "Quer conhecer uma pessoa? Dê a ela o poder". Emenda que gostava de assistir um certo programa de TV ou de rádio, onde o locutor ou apresentador "metia o pau" no sistema. Bastou fazer parte dele... e pronto, sumiu!

Tudo que disse acima nos faz pensar seriamente a respeito do que diz o sr. João Jabbour quanto ao voto nulo. Muito bem colocado seu pensamento: "Pelo menos alivia a alma". Diz ainda que "além de questionar sistemas é preciso que o homem individual democratize sua mente, areje-a e abasteça com a grandiosidade dos ideais, com generosidade e capacidade reflexiva".

Sr. João Jabbour, como o sr. diz: "Com um pouco de boa vontade e um bom óculos de grau daria para encontrar alguns nomes para nos representar dignamente nos poderes Executivo e Legislativo"! Será que mesmo com óculos de grau abasteceríamos nossas cabeças com a grandiosidade dos ideais e conseguiríamos capacidade reflexiva?! Talvez o sr. queira dizer: "Vote no menos ruim ou vote nulo, pois como o sr. diz, o voto nulo é democraticamente um direito de escolha"! Finalmente, devo dizer que concordo plenamente com o sr. quando fala: "Com isso (e com razão), o raciocínio médio do eleitor brasileiro leva todos os políticos para a vala comum dos corruptos. Se não é, um político será corrupto quando surgir a oportunidade"! Como dizia minha professora de matemática: "Está aí o problema! Agora... vamos tentar resolvê-lo!!!".

Luiz Carlos Pasquarelo