09 de julho de 2026
Internacional

Novas eleições na Grécia serão em junho

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Grécia  - As novas eleições legislativas na Grécia acontecerão em 17 de junho, informou a agência de notícias grega Ana. 

 

As eleições, as segundas em menos de dois meses, são cruciais para o país no momento de ascensão da esquerda e de partidos extremistas contrários à política de austeridade exigida pelos credores do país, UE (União Europeia), BCE (Banco Central Europeu) e FMI (Fundo Monetário Internacional).

 

Anteontem o governo grego já havia informado que seriam realizadas novas eleições após líderes políticos não conseguirem entrar em acordo para um governo de coalizão.

 

Pesquisas de intenção de voto colocam o partido radical de esquerda Syriza, que rejeita o pacote de ajuda e ficou em segundo lugar na eleição passada, como provável vencedor da nova votação-- resultado que daria um bônus de 50 assentos no Parlamento de 300 cadeiras.

 

 

 

Limbo político

 

Líderes europeus dizem que vão cortar o financiamento à Grécia se o país recuar das promessas feitas em troca do pacote de ajuda acertado em março, o que pode significar a falência do Estado e a exclusão grega da zona do euro.

 

 

 

Juiz vai governar

 

A Grécia colocou ontem um experiente juiz para governar interinamente o país até a eleição de 17 de junho.

 

Após reunião com o presidente Karolos Papoulias, que tem poderes limitados como chefe de Estado, os líderes de vários partidos representados no Parlamento nomearam o juiz Panagiotis Pikrammenos, chefe da Suprema Corte Administrativa, como primeiro-ministro interino.

 

 

 

Saque da Poupança

 

Os gregos estão retirando suas reservas bancárias diante do temor de que o país deixe a zona do euro, e o presidente Karolos Papoulias alertou para o risco de “pânico” no sistema financeiro, segundo atas de reuniões dele com líderes políticos.

 

George Provopoulos, presidente do banco central do país, disse que os poupadores sacaram pelo menos 700 milhões de euros (894 milhões de dólares) na segunda-feira, segundo relato do presidente aos líderes partidários.

 

 

 

 

Merkel “joga pôquer” com europeus, diz socialista

 

Grécia - O líder do partido grego de esquerda radical Syriza, Alexis Tsipras, afirmou ontem, em entrevista para a emissora britânica BBC, que a chanceler (primeira-ministra) alemã, Angela Merkel, “joga pôquer” com a vida dos europeus ao propor as medidas de austeridade para solucionar a crise da dívida pública.

 

Para o político, “a doença da austeridade destrói a Grécia e se estenderá ao resto da Europa”. Segundo ele, os bancos estão se beneficiando da crise às custas da população europeia, especialmente na Espanha, na Itália e na Grécia, três países que são os mais afetados por problemas financeiros.

 

“Portanto, as lideranças europeias e especialmente a senhora (Angela) Merkel têm que parar de jogar pôquer com a vida das pessoas.”

 

Tsipras, um dos principais líderes partidários gregos após as eleições de maio, é contrário ao ajuste fiscal e foi um dos principais responsáveis por criar dificuldade para formação de um governo na Grécia. 

 

A entrevista foi publicada horas depois de o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, afirmar que o plano de ajuda à Grécia “não é negociável”.