09 de julho de 2026
Polícia

Polícia Civil prende 13 de uma vez

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 3 min

4h da manhã e 190 policiais civis reunidos. Foi este o começo de uma megaoperação realizada em Bauru ontem e que culminou com 13 pessoas detidas. O objetivo da ação foi coibir as articulações do tráfico de drogas pulverizadas pelos bairros do município. De acordo com os coordenadores da incursão, o alvo foi o chamado “tráfico de varejo”.

 

A megaoperação foi realizada pelo Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo-4 (Deinter-4) em parceria com a Delegacia Seccional de Bauru. “Nesta ação, visamos livrar a população decente dos bairros da ação dos traficantes. Sabemos que esta parcela da população é a grande maioria, mas que é muito incomodada pelo tráfico”, explica o delegado seccional Marcos Mourão.

 

Ao todo, foram expedidos 56 mandados de busca e apreensão depois de três meses de investigações. Ontem, 30 deste total foram cumpridos em bairros como Jardim Ivone, Ouro Verde, Fortunato Rocha Lima, Ferradura Mirim, Parque Jaraguá, entre outros. 

 

“Foram oito flagrantes, sendo que 11 pessoas foram presas. Além delas, uma foi recolhida por conta de um mandado de prisão preventiva e outra por prisão temporária”, contabiliza o delegado.

 

O grande montante de policiais percorreu praticamente todos os bairros de Bauru em 52 viaturas. Além da seccional da cidade, homens de outras seis delegacias seccionais trabalharam na megaoperação. 

 

“Fora as prisões dos suspeitos, foram recolhidos porções de crack, cocaína e maconha, dinheiro, três armas de fogo, munição, celulares e dois veículos”, complementa o delegado Marcos Mourão.

 

 

 

Outros crimes

 

De acordo com o diretor do Deinter-4, Benedito Antônio Valencise, a ação diretamente nos pontos de tráfico - as populares “biqueiras” - atinge diretamente outros crimes. Assim, para a Polícia Civil, a megaoperação de ontem pode ser considerada um “golpe em toda a criminalidade”.

 

“É justamente o tráfico um dos maiores responsáveis pelos roubos, furtos e até homicídios registrados na cidade. Quando atacamos o tráfico nestes pequenos pontos, colaboramos para evitar estes crimes. E isto é muito importante para nós”, explica Valencise.

 

Em relação aos 26 mandados de busca e apreensão que ainda precisam ser cumpridos, a polícia afirma que eles serão todos executados de forma estratégica. “Esta é uma operação que vai continuar. Não cumprimos todos hoje (ontem) porque a notícia se espalha e é bem provável que os suspeitos iriam se livrar das drogas antes de chegarmos”, conclui o delegado Marcos Mourão.

 

 

 

Próximo passo

 

“Varejo” e “atacado”. As duas expressões econômicas já são utilizadas para designar as operações do tráfico de entorpecentes. E foi exatamente a primeira parte que a Polícia Civil atacou com a megaoperação ontem. Os coordenadores da ação, porém, afirmam que também vão incidir sobre o “atacado”.

 

“Apesar desta operação ter em vista os pontos de tráfico, nossas ações visam ainda recolher as grandes quantidades de entorpecentes. Ou seja, encontrar e prender os fornecedores”, explica o delegado seccional de Bauru, Marcos Mourão.

 

O diretor do Deinter-4, Benedito Antônio Valencise, entretanto, afirma que não há diferença entre o pequeno e o grande traficante. “Isto não existe. Sempre digo que não há esta diferença. Os dois causam grande prejuízo à sociedade. Tirá-los das ruas, independentemente do quanto de drogas eles comercializem, é um golpe na criminalidade”, finaliza Valencise.