Brasília - Números divulgados pelo Ministério da Saúde, ontem, indicam que caíram os registros de casos graves e mortes por dengue no país nos últimos três anos.
Entre janeiro e abril de 2012, 74 pessoas morreram pela doença. Em 2011, foram registradas 374 mortes e, em 2010, 467. Isso significa uma redução de 84% em 2012 se comparado com 2010 e de 80% se comparado com 2011.
No município do Rio de Janeiro, que arriscava passar pela maior epidemia de dengue da história, foram 15 as mortes confirmadas de janeiro a abril deste ano. Em 2011, 43 pessoas morreram no mesmo período. De forma geral, o país teve nos primeiros meses deste ano, 1.083 casos graves confirmados. Em 2011, foram registrados 8.630 casos graves e, em 2010, 11.845.
O ministro Alexandre Padilha (Saúde) explica as reduções de mortes e casos graves da doença pela melhoria da assistência prestada à população e pela antecipação de ações, como o repasse de verba adicional para o combate da doença.
“Não existe dúvida: a redução se deve à ampliação dos serviços e à redução no tempo de espera de diagnóstico e tratamento”, disse o ministro.
Outros fatores que poderiam explicar a queda, como redução de chuvas e o eventual comportamento diferente do subtipo 4 da dengue - disseminado ente ano no país, chegando a constar de 59,3% das amostras analisadas- ainda serão verificados com calma, segundo o ministério.
De acordo com Jarbas Barbosa, secretário de vigilância em saúde da pasta, os números de casos graves estão bem consolidados e o de mortes pode crescer entre 10% e 20%, com a confirmação de óbitos ainda em análise.
Aumento
Apesar da queda nos números na maior parte do país e na média geral, alguns Estados registraram aumento de casos da doença entre 2011 e 2012, como Roraima, Tocantins, Pernambuco e Mato Grosso. O maior aumento foi registrado em Tocantins, onde os casos passaram de 4.664 em 2011 para 11.589 em 2012.