São Paulo - As ações do Facebook estrearam com um salto de 10,52% em seu preço inicial, a US$ 42 (R$84), no início de suas negociações na Bolsa de tecnologia Nasdaq, em Nova York, na manhã de ontem.
O preço mínimo dos papeis havia sido fixado na quinta-feira a US$ 38 pela empresa para sua abertura de capital - a oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês). Minutos após a abertura, o preço recuou um pouco e passou a pairar em torno de US$ 40,50 (alta de 6,57%).
A elevação era esperada, dado o apetite mostrado pelos investidores e o interessa da mídia na abertura de capital. A rede social criada por Marck Zuckerberg há oito anos levantou US$ 16 bilhões com o IPO.
Ao todo, a empresa e seus acionistas antigos, que investiram no site nos seus primeiros anos de vida, colocou a venda 421,2 milhões de papéis - a maior parte dos quais havia sido reservada com corretoras por grandes investidores institucionais.
O investidor que adquirir papéis da companhia vai se deparar com ações de uma empresa que depende essencialmente de anunciantes para lucrar, mas espera perder parte deles ao focar suas forças nas plataformas móveis.
A rede social ainda não achou a fórmula para converter em dinheiro seus 901 milhões de usuários ativos, coleciona processos e depende quase exclusivamente de seu fundador, Zuckerberg, para definir seu rumo em um cenário ultracompetitivo.
Riscos como esses e outros não estão só em análises de consultorias nem no ceticismo da concorrência: o próprio Facebook afirma que pode ser “prejudicado significativamente” por eles. “Nosso negócio está sujeito a inúmeros riscos, e é preciso levá-los em conta cuidadosamente antes de decidir investir”, escreve a empresa no documento de registro na SEC, a reguladora americana.
A julgar pelo furor em torno do lançamento, o público parece dar de ombros.