08 de julho de 2026
Cultura

Virada 2012 celebra multiplicidade

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 2 min

Quem foi ao Sesc ontem à noite assistir ao show em tributo a Tim Maia, protagonizado pelo filho adotivo do “Síndico do Brasil”, antes mesmo de entrar no teatro  foi surpreendido pelo tom da edição 2012 da Virada Cultural em Bauru. Homens de terno na porta davam ares solenes, como se alguma abertura oficial fosse ocorrer.

De repente, todos saem em dança e se arrastam pelo chão, arrancando gargalhadas do público. Era a performance do grupo Corpos de Passagem, que abriu a apresentação em homenagem ao rei da soul music brasileira.

Multiplicidade foi o que não faltou nos eventos simultâneos no primeiro dia da Virada em Bauru. No Teatro Municipal, após a abertura oficial, com encerramento hoje, o público se encantou com a performance musical e de dança com a Cia. Andaluzes, envolvendo apresentações de flamenco.

No Vitória Régia, o rap dos Racionais MC’S era aguardado com expectativa por fãs que curtiram também a apresentação do DJ BUguinha DUB.

Outras atrações,  seja no teatro ou Vitória Régia, ainda ocupariam a noite. Contudo, nos primeiros acordes e passos, o público não economizou nos aplausos, principalmente ao retorno do evento à cidade, já que no ano passado não foi realizado.

“A cidade precisa desse tipo de evento. Acho que para o ano que vem poderiam haver participações do público na escolha dos artistas”, sugere a estudante Marina Fontanelle, que aguardava o início do espetáculo de dança no Teatro Municipal. “Mas eu gostei da programação”, garante ela, que elegeu Léo Maia e Funk como Le Gusta entre os prediletos.

Também à espera da abertura oficial, o prefeito Rodrigo Agostinho celebrou o retorno do evento, o qual ele afirma desconhecer os motivos claros da ausência no ano passado na cidade.

“É uma parceria importante (com a Secretaria de Estado da Cultura). Entramos com toda a logística e o governo do Estado com os artistas, temos pouca capacidade de influenciar na programação”, admite Agostinho, elogiando, porém, o maior espaço aos artistas locais.

O secretário municipal de Cultura, Elson Reis, comenta que o governo do Estado abriu para que as cidades sugerissem quais artistas gostariam de ver. Bauru, de acordo com o chefe da pasta, foi atendida com o Clube do Jazz, Ballet Stagium e Funk como Le Gusta. “Não sabemos se houve influência ou coincidência.  O importante é que a programação está legal e contempla vários gostos”, aprova o secretário.

Entre quem se desdobrou para acompanhar o máximo possível de atrações, Pedrina Dias Monteiro não escondia a emoção que relata ter vivenciado na abertura com a Cia Andaluzes no teatro, ainda presente na fila para assistir a Léo Maia. “Foi apaixonante, de arrepiar. É pena que nem todos conhecem e foram ver. Geralmente o pessoal só vê aquilo que conhece, o que é um erro”, lamenta. “É degustando que se conhece as coisas boas”, recomenda.