07 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Comércio informal


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A atividade dos vendedores ambulantes é tão antiga quanto o próprio mundo. Já nas primeiras tribos nômades cada produtor de mercadoria promovia a troca por outras, dando início à prática comercial. A origem do trabalho informal na América Latina estaria relacionada à forte migração de trabalhadores do campo para a cidade após a 2ª Guerra Mundial, devido às transformações nos atrasados meios de produção agrícolas, que dispensaram mão de obra neste setor, somadas à busca de melhores condições de trabalho na nascente indústria urbana. No entanto, a indústria não foi capaz de oferecer empregos suficientes e bem remunerados a todos. Isto levou uma parcela expressiva destes migrantes a constituir um excedente de mão de obra, que foi obrigado a "inventar" seu próprio trabalho ? principalmente no comércio ? como meio de sobrevivência.

E este problema continua nos dias atuais. A precariedade econômica, a terceirização nas grandes cidades, a prioridade do consumo sobre a produção e o desemprego fazem do comércio informal o símbolo da sobrevivência das camadas mais necessitadas da população. Assim, a cada manhã milhares de mercadores precários ocupam os passeios das ruas. Sempre perseguidos pelas forças públicas de maneira arbitrária. E em Bauru a situação não é diferente. Cerca de 300 trabalhadores ocupam as ruas centrais da cidade, mas somente 109 estão cadastrados regularmente, de acordo com a Secretaria de Planejamento (Seplan). Para resgatar o trabalho informal da precariedade, é necessário organizá-lo. Esse é o grande desafio.

Fabrício Carlos Genaro