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Eder Azevedo |
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A Banda Funk Como Le Gusta, que encerrou a Virada em grande estilo |
Entre dança, teatro, forró, jazz, rap, DJ’s e um grande leque de atrações, cerca de 40 mil pessoas passaram pelo Parque Vitória Régia, Sesc e Teatro Municipal durante as 24 horas de apresentações que se dividiram entre o sábado e o domingo da Virada Cultural 2012 em Bauru. O show de encerramento ficou por conta do som dançante da banda paulistana Funk Como Le Gusta, no Vitória Régia.
Segundo o secretário municipal de Cultura, Elson Reis, o público esteve dentro da estimativa da organização. “Foi uma festa bacana e tudo saiu dentro do esperado. Tivemos grupos variados e em harmonia no mesmo ambiente. Até mesmo no show dos Racionais MC’s, onde o público foi de aproximadamente 30 mil pessoas, a segurança não registrou ocorrências graves. O esforço valeu a pena”.
O secretário acredita que o sucesso da Virada 2012 gera uma ótima expectativa para que Bauru também receba o evento no próximo ano: “A cidade merece o projeto e sabemos como fazer grandes eventos”, enfatiza.
O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) também aponta a infraestrutura e a prática de Bauru em receber e realizar eventos para grandes públicos como um dos fatores do sucesso da Virada 2012: “Foi tudo tranquilo até porque a Prefeitura Municipal já está acostumada com eventos de grande porte”.
Quem também esteve no encerramento da festa foi o vereador Roque Ferreira (PT). Segundo a avaliação do vereador, o bom público mostra o sucesso da festa. “É sempre bom termos eventos dessa natureza. É também uma oportunidade para os artistas menos conhecidos mostrarem seu talento”.
Segundo dados da organização, cerca de 30 mil pessoas estiveram no Vitória Régia para o show dos Racionais MC’s, mais de 1.500 espectadores prestigiaram as apresentações do Teatro Municipal, outras 2 mil pessoas lotaram o ginásio do Sesc para ver as atrações, entre elas o show de Léo Maia e, no encerramento, a banda Funk Como Le Gusta atraiu aproximadamente 5 mil pessoas.
Reivindicação
De acordo com Agostinho, o público só não foi maior porque a maior parte dos artistas da programação não faz parte do circuito cultural do momento. “A logística foi nossa, mas a escolha dos artistas, não. Uma de nossas reivindicações será a maior abertura para podermos escolher as atrações, inclusive para aumentar a participação dos artistas da nossa cidade”.
Outra observação feita pelo prefeito foi o tratamento dado à imprensa local pela direção do evento: “Alguns fotógrafos e repórteres foram barrados em alguns momentos, e isso sem necessidade”, acredita.
Final com ritmo de samba, soul, música latina e muito mais
Foi com o tempero da black music brasileira que a banda paulistana Funk Como Le Gusta fechou a Virada Cultural 2012 no Parque Vitória Régia, em Bauru. O público de cerca de 5 mil pessoas pôde dançar ao som da banda, que tem mais de 10 anos de carreira e mixa samba, soul e música latina.
Quem aproveitou a oportunidade para conferir o som do novo álbum dos músicos, “A Cura Pelo Som” foram as estudantes e fãs Juliana Dias, Renata Romero e Mayra Ferraz. “Já acompanhamos a banda há algum tempo e ficamos animadas com a notícia de que ela tocaria em Bauru novamente”, lembra Juliana.
Já Renata e Mayra apontaram a animação que as músicas da banda transmitem e a interação dos artistas com a plateia como diferenciais da atração de encerramento: “É um show para ninguém ficar parado”, comenta Renata.
Fã da banda há alguns anos, a estudante Ana Paula Benini não perde um show em Bauru e avalia que é a mistura do soul com o funk, por exemplo, que dá um toque especial ao som do grupo. “Como eu já disse hoje (ontem), é um som com cara de domingo”.
De todas as idades
Em clima leve e descontraído, o show da banda Funk Como Le Gusta atraiu gente de todas as idades ao Parque Vitória Régia. E quando o assunto é ver o palco, os pequenos ganham em improviso e criatividade: “Subir na árvore foi uma estratégia que inventei para a gente ver melhor o show”, conta Matheus Henrique Vianna Marchioni, de 9 anos.
Acompanhando o amigo, Raquel Bianospino Ferreira do Vale Della Togna, 10 anos, diz que shows ao ar livre são os mais divertidos. “Além disso, eu gosto muito de música”, acrescenta.
Entre pais e filhos, alguns artistas de rua aproveitaram a oportunidade para mostrarem o seu talento. E quem aproveitou para ter o rosto retratado pelo lápis do artista Gilmar Pinheiro da Cruz foi a pequena Nicole da Silva Martins, 3 anos. Ao lado da mãe Mariana e do pai Celso Martins Júnior, a menina posou para os olhos e mãos ágeis do artista.