10 de julho de 2026
Geral

Quinteto Dona Zaíra: ?antenas? e ?raízes? para um som brasileiro

Vinícius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

Os piracicabanos do Quinteto Dona Zaíra colocaram o público da Virada Cultural, na tarde de ontem. Os namorados Vinicius Augusto Travassos, 23 anos, e Bruna Martielo, 18 anos, foram apenas um dos casais que aproveitaram o som do forró misturado com outros ritmos brasileiros e internacionais. Forrozeiros de plantão, eles garantem que é essa a receita que garante o sucesso da banda. “O cavaco do samba deixa tudo mais gostoso”, diz o auxiliar administrativa, sem desgrudas da parceira.

O vocalista Beibe confirma que a sede de por misturar os ritmos é o princípio da concepção da banda. “Somos paulistas caipiras, tocando música nordestina. Nós queremos misturar tudo isso, deixar bem evidente, para fazer um som brasileiro, com choros e sambas. Mas trazemos também a salsa e o bebop, pois a música é universal”, comenta.

A base do quinteto é o forró pé-de-serra, dos mais tradicionais. No entanto, o grupo busca, cada vez mais, unir as ‘antenas’ às ‘raízes’. O próximo disco, por exemplo, programado para o ano que vem, vai contar influência da realidade urbana na composição das canções autorais. “Ela está no nosso dia a dia e queremos que isso reflita na nossa música”, explica Beibe.

A iniciativa de ‘misturar’ é inspirada nos próprios mestres, como Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro. “Ele já fazia um forró sambado”, conta Beibe. E o resultado tão agradável obtido pelas experiências sonoras é fruto das origens diversas de cada um dos integrantes, vindos de vivências e ‘escolas musicais’ diversas.

Com tantos ídolos e inspirações, os integrantes do quinteto confessam que não é fácil o momento de escolher as canções consagradas que regravam. “Aí vira uma briga. Mas isso é todo dia, como em uma família”, brinca o vocalista.

Além de suas composições, o quinteto executou canções consagradas, como Tenho Sede, de Dominguinhos, e Chiclete com Banana, de Jackson do Pandeiro.