Venho por meio desta mensagem , como cidadão dessa cidade que caminha de forma lenta, mas caminha, opinar sobre o policiamento de trânsito. A Polícia Militar do Estado de São Paulo, com seu destacamento de trânsito na cidade de Bauru, realiza um magnífico trabalho, que é digno de elogios. A frota de veículos de Bauru cresce em números assustadores e muitas vezes para que um serviço seja melhor desempenhado tem-se a necessidade de mais "ferramentas de trabalho", o que neste caso não compete à PM, mas sim ao governo do Estado. Talvez agora que seja ano eleitoral nossos políticos queiram mostrar serviços e assim contribuir com mais viaturas, mais contratações de servidores para a PM e sua logística.
O fato de furar o sinal vermelho e fazer outras infrações, acredito que a educação vem do berço e desta maneira o berço do condutor é a Auto Escola. Eu já ouvi absurdos de alunos recém-examinados, como as "pérolas" de não saberem que ao ouvirem as sirenes de ambulâncias devem auxiliar em sua passagem. Na minha opinião, em alguns horários da madrugada é necessário furar o sinal vermelho, pois a criminalidade oferece riscos a quem fica parado no sinal ou em ruas onde não há movimentações de outros veículos. Tudo é uma questão de sensatez, é claro. Em Bauru, motoristas esquecem de dar seta (o que é essencial com a grande frota de veículos que presenciamos nos horários de pico). Entendo que as críticas são um pouco exageradas sobre a PM de Trânsito, o que falta em Bauru é uma estrutura, isso é, há algum tempo já passado eu socorri um senhor na rodovia Bauru-Piratininga em um acidente de moto com um fusca. Foi acionado por telefone o socorro 193 do Corpo de Bombeiros, que demorou para chegar no local.
Com muita certeza do que estou escrevendo, afirmo que são vários os fatores que contribuíram para a demora do socorro. Isso pode ter ocorrido desde o trânsito congestionado ou pela falta de uma base em local estratégico para o socorro entre os dois municípios (não importando em qual cidade será o socorro, pois a instituição PM é estadual) e no fim, pelo que eu soube, essa vítima do acidente veio a óbito. Compreendendo que Bauru possui um destacamento aéreo e um heliponto no Hospital Estadual (que é usado como estacionamento de funcionários), por que, diante da demora do socorro terrestre, não houve o socorro aéreo, como ocorre em São Paulo capital e no litoral? Portanto, se os diretores hospitalares e os nossos "dedicados" políticos se interessassem por uma melhoria estrutural, o helicóptero da PM conhecido como Águia estaria colaborando com seus colegas de trânsito que muitas vezes deixam de atender quem furou o sinal vermelho para dar apoio no socorro de acidentes de trânsito. Tudo é uma questão de estrutura e de sabermos trabalhar com o que temos. Na minha opinião, a PM de Trânsito está de parabéns!
Alexandre T. Zonta