São Paulo - A polícia síria matou duas pessoas ontem ao abrir fogo contra uma multidão que esperava para recepcionar observadores da ONU (Organização das Nações Unidas) na Província de Deir al Zor (leste), segundo uma fonte rebelde. “Assim que o comboio da ONU entrou em Al Busaira, centenas de pessoas saíram para dar as boas-vindas. Em questão de minutos, elas foram alvejadas”, disse Abu Laila, ligado ao Exército Sírio Livre, da oposição, falando por telefone da cidade.
Ele disse que os observadores foram embora imediatamente e, chamados, recusaram-se a voltar. Acrescentou que, depois disso, houve confrontos entre rebeldes e forças leais ao ditador Bashar al Assad.
Não houve confirmação independente do incidente.
Outra fonte oposicionista na província disse que as forças do governo começaram a disparar canhões antiaéreos contra Al Busaira.
A ONU mantém atualmente 257 observadores desarmados para monitorar a precária trégua em vigor na Síria desde 12 de abril.
Também ontem cinco pessoas morreram na capital Damasco após a explosão de um dispositivo em um restaurante, de acordo com a imprensa estatal síria e ativistas.
A ONU estima que mais de 10 mil pessoas morreram na Síria desde março de 2011, quando começou a revolta popular contra o regime de Assad.
Sequestro de libaneses
Um grupo de rebeldes sírios é acusado de sequestrar pelo menos 11 xiitas libaneses que voltavam de uma peregrinação na província de Aleppo, no norte da Síria, ontem. A ação gerou protestos em Beirute, reação negativa do governo libanês, apesar da negativa do Exército Livre Sírio.