08 de julho de 2026
Geral

Greve do metrô e CPTM gera caos na Grande São Paulo

AE
| Tempo de leitura: 3 min

Reprodução/G1

Greve parcial do metrô dificulta a vida dos paulistanos nesta quarta

Desde as 4h40 desta manhã de quarta-feira (23) a maior parte da malha metroviária da capital paulista está parada. Cerca de 4 milhões de pessoas utilizam os ramais do Metrô diariamente. Funcionários que pertencem ao plano de contingência do Metrô informaram que algumas das estações estão abertas nesta manhã, permitindo o funcionamento parcial de alguns ramais.

Por volta das 7h, cerca de 100 usuários do transporte público interditaram a Avenida Radial Leste, na altura da estação Itaquera do metrô, na zona leste da capital paulista, revoltados com a demora da circulação dos ônibus na região. Os dois sentidos da via estavam fechados ao tráfego por volta das 7h, provocando congestionamento no local, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Estão abertas as estações que ficam entre o Brás e Santa Cecília, na Linha 3 (Vermelha). Na Linha 1 (Azul), estão abertas as estações entre Ana Rosa e Luz. Toda a Linha 5 (Lilás), entre Santo Amaro e Capão Redondo, na zona sul, opera normalmente.

O mesmo ocorre na Linha 4 (Amarela), que pertence à ViaQuatro. Na Linha 2 (Verde), operam as estações entre Ana Rosa e Consolação. Na estação Ana Rosa, funcionários estão junto às catracas informando aos usuários quais as estações que estão abertas nesta manhã de greve parcial dos ramais do Metrô.

Às 4h40, apesar dos portões do Metrô encontrarem-se fechados, a situação em frente à estação Sé, no centro, ainda era de tranquilidade, em razão do horário. Em frente à estação Vila Mariana, na zona sul, a situação era idêntica às 5 horas. Duas viaturas da Polícia Militar estavam estacionadas para garantir a segurança das pessoas e que nenhum ato de vandalismo ocorra.


O Sindicato dos Metroviários decidiu pela greve, por tempo indeterminado, após uma audiência de conciliação com o Metrô. Após terminar sem acordo a audiência de conciliação entre o sindicato dos metroviários e representantes do Metrô de São Paulo no Tribunal Regional do Trabalho da 2.ª Região, no centro, a desembargadora Anélia Li Chum determinou que 100% dos metroviários deverão trabalhar amanhã nos horários de pico, ou seja, das 5h às 9h e das 17h às 20h.

Os metroviários pedem reajuste salarial de 5,13%, 14,99% de aumento real, vale alimentação de R$ 280,45 e reajuste de 23,44% para o vale refeição. A Linha 4 (Amarela), operada pela iniciativa privada, deverá funcionar normalmente, informou a concessionária ViaQuatro.

 

CPTM

A exemplo dos metroviários, os funcionários da Companhia de Trens Metropolitanos (CPTM) que trabalham nas linhas 11-Coral, que liga a estação da Luz, no Centro, à estação Estudantes, em Mogi das Cruzes, e 12 (Safira), que vai do Brás até Calmon Viana, no município de Poá, também entraram em greve à 0h desta quarta-feira, por tempo indeterminado.



Congestionamento chega a 202 quilômetros


O índice de congestionamento em São Paulo bateu o recorde do ano, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que registrou às 8h30 desta quarta-feira 202 quilômetros de lentidão. A maior marca em 2012 havia sido registrada no dia 27 de abril, quando a cidade teve 168 quilômetros de trânsito carregado, em horário semelhante.

A suspensão do rodízio municipal de veículos e a greve de metroviários e funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) ajudaram a complicar o trânsito na capital paulista.