10 de julho de 2026
Internacional

Sanções causaram prejuízo de US$ 4 bi, diz ministro do Petróleo da Síria


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Damasco - O ministro do Petróleo da Síria, Sufian Allaw, reclamou ontem das sanções impostas ao país pela comunidade internacional em virtude dos confrontos entre o regime do ditador Bashar Assad e a oposição, que já dura 15 meses.

 

De acordo com o funcionário, o embargo causou um prejuízo de US$ 4 bilhões nas vendas do país devido a medidas dos Estados Unidos e da União Europeia. Após a suspensão do comércio de derivados de petróleo, a Síria teve uma perda de US$ 7 milhões por dia apenas com o fim das remessas para a Europa. 

 

Além da redução dos recursos da balança comercial, o ministro reclama que o embargo dificulta a importação de insumos como gás liquefeito de petróleo (GLP). Isso aumentou os preços no país e fez com que o regime busque os recursos em outras regiões, como a Venezuela. 

 

Na última segunda, um novo carregamento de óleo diesel foi enviado pela estatal PDVSA, administrada pelo governo de Hugo Chávez, com destino ao país árabe. Os sul-americanos reiteraram o compromisso com as vendas de combustível, apesar da pressão da comunidade internacional. 

 

O país passa por confrontos entre a oposição e o regime da família Assad, que governa a Síria há 40 anos, desde março de 2011, em meio ao movimento chamado Primavera Árabe. De acordo com a ONU, pelo menos 10 mil pessoas morreram durante o conflito.