10 de julho de 2026
Bairros

Alerta: vacinação contra a gripe registra baixa adesão de gestantes

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

“É primordial que as gestantes se imunizem contra a Influenza, a hepatite B e o tétano”, indica a professora de Obstetrícia da Unicamp Elaine Milanez sobre as necessidades do preparo pré-concepcional. De acordo com balanço divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde, apenas 216,7 mil - ou 48,2% - das gestantes paulistas se imunizaram contra a gripe na campanha realizada desde o dia 5 de maio.

 

Com objetivo de atingir a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde e imunizar o maior número de pessoas, foi prorrogada até o dia 1 de junho a Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe.

 

Até ontem, o número de doses aplicadas na região de Bauru atingia 160,3 mil pessoas. As crianças, segundo dados fornecidos pelo governo do Estado, seriam o público mais participante da campanha, totalizado 537,8 mil imunizações - 60% do esperado. Já os idosos aparecem em segundo lugar com 55% do público imunizado, que totalizou 2,65 milhões de aplicações.

 

De acordo com a Secretaria de Saúde de Bauru, as doses continuam disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) da rede municipal a partir das 8h até os horários de expediente de cada uma delas, 17h, 19h ou 21h. 

 

Os endereços de todos os postos estão disponíveis no site da Prefeitura, www.bauru.sp.gov.br, link Campanha de Vacinação contra Gripe. 

 

Durante a 1ª Jornada de Obstetrícia e Ginecologia, promovida pela Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo Regional Centro-Oeste (Sogesp), realizada ontem, a professora de Obstetrícia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Elaine Milanez falou sobre a necessidade de vacinação, suplementação e realização de exames de rastreamento em gestantes ou em mulheres pretendentes à gravidez.

 

Para ela, é preciso que as pretendentes ou as gestantes consumam ácido fólico como medida protetiva a uma gravidez saudável, diminuindo os riscos da malformação fetal.

 

A mesma necessidade é apontada em relação ao ferro no organismo antes e após o período de gestação. 

 

“Ele auxiliará na atividade da medula óssea, no crescimento fetal e na prevenção de anemia”, reforça Elaine, que frisa a importância do acompanhamento médico em todas as situações.

 

 

 

Doenças femininas

 

Além das informações sobre a rotina pré-natal, a 1º Jornada de Obstetrícia e Ginecologia Sogesp Regional Centro-Oeste também discutiu a propensão da Vulvovaginite, que de acordo com o professor de ginecologia da Unicamp, Paulo César Giraldo, acomete cerca de 5% das mulheres brasileiras até 50 anos.

 

“40% das pacientes que procuram um ginecologista apresentam corrimento frequente por conta da disfunção da flora vaginal ou de infecções”, frisa Giraldo. A vaginose bacteriana, que causa mau cheiro, seria uma das doenças mais frequentes no público feminino, seguida pela candidíase.

 

Comum entre as mulheres, não existe uma prevenção eficaz contra a vulvovaginite, que pode ser inflamatória ou infecciosa, além de apresentar o corrimento como um dos principais sintomas. Algumas medidas simples podem ajudar e prevenir. 

 

A higiene genital com sabão próprio de 2 a 3 vezes ao dia é mais saudável que o uso de papel higiênico. “Não é preciso esfregar a área, somente lave. É importante secar sem traumatizar”, lembra o médico.