08 de julho de 2026
Regional

Feira mostra projetos sociais que geram renda

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

A feira das Nações de Pederneiras cresceu com o passar dos anos e algumas barracas que não existiam no início passaram a fazer parte do evento. O barracão de exposições e artesanato foi um deles. 

 

Nele, os visitantes puderam conhecer os produtos confeccionados pelos programas sociais da cidade que geram renda. O curso de panificação e confeitaria expôs pães e doces. Roupas do corte e costura, peças em crochês, sacolas de pano, artesanato em madeira, gesso e bambu. 

 

As peças em bambu são frutos do Projeto Viverde, segundo informações de José Maria Rodrigues. A finalidade do projeto é a fixação do jovem no campo e geração de renda. Um trabalho solidário. A ideia é que o assentamento dos Sem-Terra de Aymorés plantem o bambu e com ele confeccione produtos que gerem renda. 

 

“Tudo o que é produzido, independente se o vaso que eu produzo custa R$ 100 e a colher que o outro produz custe R$ 0,20, nós juntamos, vendemos e com a renda extraímos 30% para a manutenção do grupo que é a logística. O restante é dividido em parcelas iguais.” 

 

Rodrigues enfatiza que o grupo participa de várias feiras e pela segunda vez está presente na Feira das Nações de Pederneiras. “O projeto é da Unesp. Estamos há cinco anos na universidade tentando fixar o jovem no campo e gerar renda. Não é só artesanato. Temos uma associação agroecológica. Queremos trabalhar a construção civil com materiais alternativos. O reflorestamento com bambu e o artesanato. Temos ideia de no futuro confeccionar sacolas ecológicas, fazer compota de doces e cultivar o bambu comestível em área comunitária.” 

 

Ainda para o futuro, ele prevê a instalação de uma creche no acampamento. “Para que as mães possam trabalhar nas oficinas. Quando iniciamos o projeto no ano passado a universidade ofereceu um curso de manejo e cultivo do bambu. Podemos construir com o próprio bambu dentro do assentamento. Uma ideia futura é transformar o assentamento em turismo rural.” 

 

Na feira, o projeto estava mostrando peças confeccionadas com laminados. “Bancos feitos com bambu laminado. O bambu nunca quebra, ele estoura, mas não quebra. Ele dobra mas não quebra.” 

 

O trabalho com bambu ganhou espaço e o grupo Pão de Açúcar, através do Projeto Caras do Brasil, fechou recentemente um contrato com o projeto Viverde. “Eles escolheram a colher, o balaio pequeno de colocar utensílios, o porta-vinho, o soquete de alho, o pegador de saladas e o aparador de panelas. Vamos atender de 50 a 70 lojas. Cada uma delas receberá uma caixa com 25 produtos. Temos no grupo pessoas com capacidade para produzir 50 colheres/dia, 30 aparadores/dia. Chegamos a fabricar  100 porta-vinhos por dia. São 16 famílias e 14 jovens aprendizes trabalhando.”