07 de julho de 2026
Bairros

Doce junho

Wanessa Ferrari
| Tempo de leitura: 4 min

O calendário aponta a chegada do mês de junho e a queda nas temperaturas confirma a percepção: estamos na metade do ano. Observar isso é também constatar que se aproxima a temporada de festas juninas e julinas, consideradas por muitos uma das épocas mais gostosas do ano.

Os tradicionais arraiás de bairros e igrejas, o calor das fogueiras, a nostalgia das brincadeiras e das músicas típicas e a agitação das quadrilhas criam um clima especial, modificam o cotidiano dos bairros e reascendem um fervilhante caldeirão cultural.

E entre toda a folia típica da época, os doces juninos ganham destaque. Além de deliciosos, eles sagram-se como fonte de renda extra para muitas famílias de diferentes bairros da cidade. Afinal, não tem como falar em arraiá sem citar delícias como o quentão, o vinho quente, a paçoca, os doces de abóbora, de leite e de batata doce, o pé de moleque e outras iguarias açucaradas.

Pela cidade, não é difícil encontrar quem não abra mão de degustar estas delícias nesta época do ano. Nem que esta opção signifique uns quilinhos a mais na balança no final do bimestre. E, como reza a regra básica da economia: quanto maior a procura, maior a oferta.

Ariel Gabriel, gerente da Docepan, confirma que a época é boa para quem tem a possibilidade de investir no comércio de doces juninos.

“Se nos outros dez meses do ano eu compro quatro caixas de paçoca por mês, por exemplo, em junho e julho compro 100. A procura aumenta muito nesta época. No quesito vendas, a festa junina só perde para a Páscoa”, explica Ariel.

Osmar Eduardo Melo, que tem uma pequena fábrica de doces, também vê na data uma ótima oportunidade de se dar bem nos negócios. Participando de até quatro eventos por dia, entre eles quermesses, festas juninas de escolas e eventos típicos, ele chega a produzir, por dia, mais de 2 mil doces.

“Faço doces que vão do tradicional pé de moleque à cocada com diversos sabores. Para isso, começo a trabalhar bem cedo, por volta das 7h, e só paro à noite”, conta.

Ariel Gabriel e Osmar Eduardo são exemplos de bauruenses que há anos encaram os arraiás como uma oportunidade para aumentar as vendas. Mas as apostas no segmento aumentam todos os anos. Um exemplo é a doceira Ana Lúcia Selva, que produz cupcakes há um ano e, neste ano, decidiu investir nos doces típicos.

“Estou fazendo cupcakes de paçoca, canjica e pé de moleque especialmente para os meses de junho e julho. Como é uma data especial, creio que a procura por doces típicos deve ser maior”, aposta.

Gostosos, mas calóricos

Ir a uma festa junina e resistir bravamente a todos os doces e quitutes típicos não é tarefa fácil. Porém, render-se aos prazeres do paladar, neste caso, pode significar muitos quilos a mais na balança no final da temporada.

Isso porque, apesar de deliciosos, os alimentos juninos são supercalóricos (confira tabela ao lado). Para ajudar você a não passar vontade nem ficar com peso na consciência, o JC nos Bairros conversou com a nutricionista Eliane Petean Arena, que deu dicas de como agir nestes casos.

Dicas básicas: