08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Quanta saudade


| Tempo de leitura: 2 min

Já faz um ano que você se foi, meu amado Paulo José Hungaro, e a saudade aperta cada dia mais e mais... Acordar A cada dia é muito difícil. Falta alguma coisa para o meu dia ser mais completo, você. A dor da separação é muito difícil, só quem passou vai saber o que eu falo e foi tão de repente e inesperadamente... Você foi cedo demais, mas sabemos que hoje está no melhor lugar que existe, junto com Deus, nos abençoando, e que um dia nos encontraremos. Queria dizer que hoje você faz muita falta... Nossas brincadeiras, conversas, passeios no sítio, na praia. Quanta falta você faz, meu amor.

Faz falta para todos, sem exceção. Seus pais, que puderam ter um filho que todos gostariam de ter. Seus irmãos, que puderam ter a pessoa que tudo acalmava e apaziguava. Seus filhos, que puderam ter o pai herói, protetor e que todos gostariam de ter. Seus genros e noras, que puderam encontrar em você não só o sogro, mas o segundo pai. Seus netos, que puderam ter o melhor avô do mundo, o Vovô Barba que, com suas deliciosas historinhas, contagiava seus netos e que voltou a ser criança com eles, jogando burica, ensinando soltar peão, montar a cavalo, gostar do cheirinho do mato, pescar, andar de bicicleta, correr descalço no mato, dormir na casa do vovô. E principalmente pra mim, que pude ter um marido carinhoso, companheiro, amigo, amado, o homem da minha vida... Enfim, exemplo para todos. Difícil seria encontrar defeito em você, pois com certeza eram as qualidades que prevaleciam.

Fizemos planos, tivemos sonhos e com a graça de Deus realizamos a maioria deles e não paramos de sonhar, pois os sonhos não podem acabar. Mas hoje estamos sem você e como você sempre dizia que gostava nos finais de semana acordar cedo pro dia ser mais proveitoso e duradouro, hoje descobri que o amanhã a Deus pertence e só ele sabe o que vai acontecer. Te amarei para todo o sempre.

Ivanise dos Santos Hungaro