07 de julho de 2026
Saúde

Toques e Retoques

Consultoria: Daniela Hueb
| Tempo de leitura: 5 min

A pele na menopausa: entenda as
mudanças que acontecem e saiba contorná-las

Prezado leitor

De todos os sintomas do envelhecimento, a menopausa ainda é o mais temido pelas mulheres. Não é pra menos: entrar na menopausa modifica todo o organismo da mulher, provocando alterações no humor, na pele, nos cabelos... Mas isso faz parte do processo natural de ficar mais velha e com as informações corretas, você consegue contornar as mudanças. Quer entender mais?


Por que a pele muda na menopausa?

A diminuição na produção de estrogênio (hormônio feminino) produz efeitos sobre a pele das mulheres que se manifestam de várias formas. Como os níveis desse hormônio entram em declínio, a produção de elastina (que assegura a elasticidade da pele) é menor e de colágeno (que assegura a firmeza da pele), também. Por isso, as alterações mais comuns são:

Ressecamento: a queda nos níveis de estrogênio leva à desaceleração da produção de sebo pelas glândulas da superfície cutânea do corpo. Resultado: você fica com uma pele seca e sem brilho.
O que fazer? Invista em hidratantes para o corpo, ricos em parafina líquida ou ureia (o ideal é que o creme seja prescrito por seu dermatologista). Há também cremes que podem neutralizar a perda de óleo da pele. A intradermoterapia e a mesoterapia também podem ajudar a atrair água para as camadas mais inferiores da pele.

Flacidez: é o colágeno que promove a espessura, a elasticidade e a sustentação da pele. Mas quando chegamos aos 25 anos, ele começa a se esgotar, num ritmo de 1% a cada ano. Na medida em que as mulheres entram na menopausa, é triste, mas o ritmo fica mais acelerado: a pele pode perder 30% de seu colágeno em cinco anos, tornando-se mais fina e frouxa.

O que fazer? Seu dermatologista pode lhe receitar cremes que contenham vitamina A (retinol) a partir dos 30 anos, para fortalecer a pele e estimular a produção de colágeno. Cremes para a pele contendo estrógenos de base vegetal (exemplo: extratos de soja e inhame) também podem ajudar a reequilibrar os níveis hormonais e estimular a produção de colágeno.

Rugas profundas: a capacidade da pele de reparar e substituir o colágeno lesado é a principal causa das rugas acentuadas em áreas como testa, olhos e boca na menopausa. Assim, é preciso combater as rugas dinâmicas, que aparecem primeiro lá pelos 30 anos.

O que fazer? A aplicação de toxina botulínica é perfeita para fazer o relaxamento desses músculos, inibindo a formação das rugas dinâmicas através da contração ou do movimento muscular. Mas lembre-se: a substância precisa ter aprovação da Anvisa e a aplicação deve ser feita por especialistas, pra evitar complicações.

Já na menopausa, a toxina botulínica e os preenchimentos (com ácido hialurônico, por exemplo) precisam ser associados a outros procedimentos, como lasers Fraxel, luz intensa pulsada e peelings mais profundos. O laser fracionado é a opção terapêutica mais indicada para a redução de rugas. A luz pulsada remove a camada superior e envelhecida da pele, resultando no aparecimento de novas células. A aplicação direta de cremes com potentes antioxidantes também defende a pele do envelhecimento acelerado. E nunca é tarde demais para começar a usar um filtro solar com FPS alto.

O rejuvenescimento em quatro dimensões é outro tratamento bem popular nos consultórios, ele associa quatro tipos de laseres na mesma sessão .


Pelos no rosto: como os níveis de estrogênio caem durante a menopausa, o nível do hormônio DHT, que controla o crescimento de pelos faciais, pode aumentar, levando à formação de pelos grossos no rosto, principalmente no queixo.

O que fazer? Opte pela depilação com laser ou com luz intensa pulsada. Evite usar cera quente no rosto, já que ela pode escurecer a pele e deixa-la flácida.

Acne: as glândulas produtoras de oleosidade da pele ficam fora de controle durante a menopausa, por conta da bagunça hormonal que acontece.

O que fazer? Use cremes cuja composição contém agentes antibacterianos (exemplo: peróxido de benzoíla) pra combater o problema. Cremes antibióticos e retinoides ou comprimidos também podem ser prescritos por seu médico. Tratamento com laser é outra opção que seu dermatologista pode indicar.

Unhas e cabelos: os fios podem cair mais e as unhas talvez se tornem mais fracas também durante a menopausa.

O que fazer? Esses dois problemas você consegue resolver basicamente melhorando a alimentação. É necessário comer mais alimentos ricos em proteína, como carne (principalmente magra, de frango ou peixe), fígado, legumes, feijão, abacate, ovos, iogurtes, queijo cottage, cereais integrais, nozes, sementes, uvas passas, tâmaras, soja, tofu, óleo de canola e azeite. Para as unhas, vale usar luvas na hora de limpar a casa e lavar a louça, para que os produtos de limpeza não piorem o estado. Com os cabelos, converse com seu médico para ver o que mais pode ser feito em seu caso.


Médico em dia

Nesta fase é muito importante a ingestão de cálcio, para auxiliar o fortalecimento dos ossos. Como na menopausa existe uma tendência ao ganho de peso, acaba se tornando mais fácil o acúmulo de gordura nos vasos sanguíneos, que podem gerar graves problemas cardíacos, moral da história: exercício físico e uma dieta balanceada são ainda mais importantes nesse período. O ideal é procurar um acompanhamento de seu médico ginecologista e, se necessário, fazer uma reposição hormonal, que pode aliviar sintomas e ajuda na prevenção de osteoporose, infarto e atrasa o processo de envelhecimento.


Um grande abraço e até o próximo domingo,

Daniela Hueb