07 de julho de 2026
Ciências

Observatório


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Contra a velhice ? O uso de vitaminas, antioxidantes e hormônios para evitar ou diminuir os efeitos do envelhecimento não têm comprovação científica e aumentam os riscos de diabetes melito e câncer. Esta afirmação foi um alerta dos especialistas no Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia no Rio. Os médicos elaboram documentos para amparar decisões a serem tomadas pelo Conselho Federal de Medicina e Anvisa na regulação da medicina antienvelhecimento. Para a geriatra Elisa Franco do CFM, 60% das indicações de terapias antienvelhecimento são por conta e risco dos médicos que as indicam sem qualquer amparo científico de que sejam eficazes e seguros. Thomas Perls, da Universidade de Boston, chamou os médicos que usam estas terapias de "antiéticos e antiprofissionais".

Mundo vai ferver ? Estudos e cálculos da Royal Society revelam que de nada adiantará uma consciência ambiental se a população mundial não parar de crescer e o consumo aumentar. O porta-voz do relatório que desenha este cenário é o biólogo John Sulston, de 70 anos, ganhador do Nobel de Medicina de 2002. Reduzir a população e o consumo devem ser providenciados pelos países ricos e emergentes como o Brasil. Para o cientista, se tivéssemos apenas um décimo da população atual, o consumo não precisaria ser reduzido. Da mesma forma, se tivéssemos um décimo do consumo, a população não precisaria ser reduzida. Ele gostaria muito que isto fosse discutido na Conferência Ambiental Rio+20, mas está pessimista, pois os governos não querem estabelecer normas aplicáveis a todos de forma uniforme.