09 de julho de 2026
Economia & Negócios

Fusão de Azul e Trip cria nova força no setor aéreo

Por Carolina Marcondes | Reuters
| Tempo de leitura: 1 min

A união das companhias aéreas Azul e Trip, anunciada nesta segunda-feira, dará origem a um grupo com receita de 4,2 bilhões de reais neste ano e com cerca de 15 por cento do mercado doméstico de aviação.

"Está nascendo a terceira força da aviação brasileira", afirmou o presidente do Conselho de Administração da Trip, Renan Chieppe, que fará parte do Conselho da holding Azul Trip S.A., a ser presidido por David Neeleman, fundador da Azul.

O acordo entre as duas empresas não envolve desembolso de dinheiro. Os atuais sócios da Azul terão 66 por cento da holding e o restante ficará com os acionistas da Trip.

Segundo Chieppe, a Skywest -que tinha 26 por cento da Trip- saiu da companhia há cerca de uma semana, após a Trip Participações readquirir a fatia por um valor não divulgado.

A formação de uma terceira grande empresa aérea no Brasil para ganhar força frente às líderes TAM e Gol é vista com bons olhos por especialistas. Além disso, uma empresa maior tem mais condições de reduzir custos, o que atualmente é o principal entrave para todo o setor.

"Aumentamos o número de grandes 'players'. Um terceiro seria importante, porque apesar de as empresas já existirem, as participações são muito fracionadas", afirmou o professor Paulo Resende, especialista em transportes da Fundação Dom Cabral.

"Azul e Trip juntas terão poder de escala, volume e podem trazer uma concorrência interessante em questão de tarifas e malhas aéreas", acrescentou Resende.

As sinergias com a fusão de Azul e Trip não foram divulgadas pelos seus principais executivos, que descartaram demissões de tripulantes e funcionários de solo.