10 de julho de 2026
Geral

Empresa ?Portal Enem? refuta a suspeita de golpe com apostilas

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

A empresa “Portal Enem”, acusada de suposto golpe a bauruenses que alegaram ter comprado apostilas persuadidos com a promessa de receber diploma de conclusão do ensino médio e inscrição gratuita no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), alega engano no fato. A equipe de reportagem do JC conversou com Roberto Corazza, professor e proprietário da empresa, que negou o que teria sido confundido com um golpe.

 

O empresário afirma que a Portal Enem existe desde 2006 e que, em nenhum momento, quis enganar os clientes que compram suas apostilas. “O que houve em Bauru foi que uma pessoa achou que tinha ido fazer inscrição para o Enem. Em nenhum momento da carta ou da palestra nós falamos que é uma inscrição do Enem”, justificou. 

 

No entanto, Corazza foi interrompido pela reportagem, já que supostas as vítimas alegaram o contrário. Em depoimento, elas relataram à polícia que as palestrantes afirmaram que, no valor de R$ 395,00, estava inclusa a inscrição do Enem e, por isso, estavam se sentindo lesadas.

 

“De maneira alguma”, respondeu Corazza. “O nosso contrato é um contrato de prestação de serviços. O primeiro contato é via carta, que em nenhum momento fala que fazemos inscrição do Enem, que damos diploma, que somos do governo. A carta é sobre o Portal Enem, então, fala de informações e inscrições do Portal Enem”, frisou.

 

O proprietário destaca ainda que a empresa é totalmente independente, bem como toda a produção de seu material, e que não utiliza a logomarca do Programa Universidade para Todos (ProUni) para se promover.

 

Corazza se comprometeu a procurar a Diretoria Regional de Ensino de Bauru e também a Polícia Civil para esclarecer o fato. “Nós já tivemos problemas como este no ano passado, mas esclarecemos e ficou tudo bem. Vamos procurar a Diretoria Regional de Ensino de Bauru e a Polícia Civil”, finalizou. A empresa fica em São João da Boa Vista (SP).

 

“Aumentando nosso compromisso com a população local, contatamos com antecedência as diretoras regionais de ensino de cada cidade, assim como o delegado local, ocasião onde explicamos nosso trabalho, nos colocamos à disposição para qualquer dúvida, para que não haja qualquer problema por falta de informação ou propaganda enganosa”, diz o empresário em nota divulgada ontem à imprensa. 

 

 

 

O caso

 

Depois da denúncia da comerciante Lígia Bueno Storto, 18 anos, na semana passada, a Polícia Civil de Bauru instaurou inquérito para apurar o caso, inicialmente, como um suposto estelionato. Em depoimento no 3º Distrito Policial (DP), a vítima contou que quem recebeu a carta com os dizeres “nova lei de conclusão do ensino médio” foi sua irmã. O logotipo “Portal Enem - democratização do ensino para todos” dava a impressão de que se tratava de algo vinculado ao governo.

 

Além destes dados, a carta citava que informações ou inscrições para a prova de 2012 poderiam ser adquiridas gratuitamente em um encontro que ocorreu em um buffet no Centro de Bauru. O delegado Fábio Mariotto, responsável pelas investigações, destacou na última sexta-feira que as investigações estão avançadas.