10 de julho de 2026
Internacional

Supervírus afeta países do Oriente Médio, segundo agência da ONU

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Nova York Uma agência das Nações Unidas cuja missão é ajudar os países membros da organização a proteger sua infraestrutura nacional planeja fazer um alerta grave sobre o risco do vírus Flame, descoberto recentemente no Irã e em outras regiões do Oriente Médio.

 

“Trata-se do alerta de computação mais sério que já fizemos”, disse Marc Obiso, coordenador de segurança cibernética da UIT (União Internacional de Telecomunicações), agência da ONU sediada em Genebra.

 

O alerta informará os países membros de que o vírus Flame é uma perigosa ferramenta de espionagem que poderia ser usada para atacar infraestrutura essencial, ele declarou em entrevista.

 

Os indícios sugerem que o vírus, conhecido como Flame, pode ter sido criado para uso do mesmo país ou países que promoveram a criação do Stuxnet, que atacou o programa nuclear iraniano em 2010, de acordo com a Kaspersky Lab, empresa russa de segurança na computação que assumiu o crédito pela descoberta das infecções.

 

“Creio que seja uma ameaça muito mais séria que o Stuxnet”, disse Obiso. Ele afirmou que a UIT deve estabelecer programa para acompanhar a difusão do vírus.

 

A Kaspersky Lab anunciou que havia identificado a infecção pelo Flame depois que a UIT solicitou que a empresa investigasse recentes alegações de Teerã de que um vírus misterioso havia causado perdas graves de dados em sistemas de computadores.

 

 

 

Complicado

 

O Flame é “provavelmente o vírus mais complexo que já vimos”, diz à reportagem Kevin Haley, porta-voz de segurança da empresa de antivírus Norton.

 

Por complexo, ele se refere ao tamanho e detalhamento do código - sinal, diz, de que foi desenvolvido por um governo, e não por amadores.

 

“Seriam necessários engenheiros habilidosos”, diz. “É possível que tenha sido criado por hobby. Mas não vejo uma motivação para isso.”

 

Haley nota, porém, que a complexidade não significa perigo para usuários em geral. Ao que tudo indica, o Flame vem sendo usado desde 2010 para espionar sistemas específicos no Oriente Médio.