09 de julho de 2026
Nacional

Após mortes, região tem toque de recolher

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Criminosos impuseram toque de recolher na Cidade Tiradentes, no extremo leste de São Paulo, entre a noite de anteontem e a manhã de ontem. Escolas, creches, igrejas, postos de saúde, lojas e até o terminal de ônibus foram obrigados a fechar as portas. 

 

Segundo moradores, o toque de recolher foi uma reação dos criminosos à morte, pela Rota (unidade de elite da Polícia Militar), de nove pessoas em nove dias.

 

Seis dessas mortes ocorreram anteontem, em um estacionamento na Penha, na zona leste. Segundo a polícia, eram suspeitos de integrar a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

 

As outras três mortes ocorreram no último dia 21, após assalto a um posto de combustíveis no Cambuci.

 

Servidores da SPTrans (órgão municipal que administra esse terminal) impediram que os ônibus saíssem de lá. “Só entrava, nenhum ônibus saía”, disse uma funcionária.

 

Ao menos 12 escolas não abriram após receber ameaças, por telefone ou de homens aparentemente armados. Na UBS (Unidade Básica de Saúde) Inácio Monteiro, cartazes informavam que o local havia fechado temporariamente por orientação da supervisão da saúde, sem previsão de reabertura. 

 

 

 

Reforços

 

O subcomandante da PM, coronel Leonardo Ribeiro, disse que não houve toque de recolher na zona leste da cidade, mas sim uma onda de boatos que ganhou proporções inesperadas.

 

Ribeiro deu como exemplo o que aconteceu na Unidade Básica de Saúde Inácio Monteiro, na Cidade Tiradentes. “O pessoal da UBS ficou assustado, mas nós fomos até lá e dissemos que não precisava ter pânico e podia reabrir”, afirmou.

 

No terminal de ônibus do bairro, duas bases comunitárias da PM foram montadas.

 

Em nota, a PM disse que, devido a onda de boatos, o policiamento na região foi reforçado preventivamente.

 

A prefeitura disse que algumas unidades de saúde - não informou quantas - optaram por não abrir ao público, mas que a secretaria determinou o restabelecimento das atividades.

 

A Secretaria Municipal de Educação disse que as escolas “abriram normalmente”, mas que “algumas famílias preferiram não enviar seus filhos e outras retiraram as crianças ao longo dos períodos”. 

 

A Secretaria de Estado da Educação disse que “circunstâncias de fechamento serão avaliadas”. Segundo a pasta, a diretoria regional de ensino orientou as escolas a continuarem em funcionamento.

 

A SPTrans disse que todos os ônibus que operam no terminal Cidade Tiradentes circularam normalmente.