08 de julho de 2026
Regional

Polícia Civil reconstitui homicídios

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

Jaú – A Polícia Civil realizou ontem a reconstituição de homicídio e latrocínio que chocaram a população de Jaú (47 quilômetros de Bauru). 

 

O primeiro caso, do pintor Boanerges Garcia Júnior, que estava desaparecido desde maio de 2009, só foi esclarecido no último dia 24 de abril, após confissão do autor e localização da ossada da suposta vítima. O segundo crime, que teve como vítima o fisioterapeuta Vitor Dias Neto, foi solucionado no dia seguinte, depois que a mãe do acusado, que era amigo do jovem, o entregou à polícia.

 

As reconstituições confirmaram o que a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) já havia apurado através de provas, perícias e depoimentos. De acordo com o delegado titular da unidade, Gustavo Alonso Garmes, o único fato novo que surgiu durante a simulação refere-se à data em que teria sido cavada a cova onde o corpo de Boanerges foi enterrado.

 

O inquérito referente à morte do fisioterapeuta deverá ser concluído nos próximos dias. Já o inquérito que apura o homicídio do pintor aguarda o resultado do exame que vai confrontar o DNA da ossada com o DNA da mãe biológica de Boanerges.

 

 

 

Mesma idade

 

Coincidência ou não, os dois jovens tinham 27 anos quando perderam a vida. Além disso, ambos foram assassinados por pessoas do seu círculo de amizades. 

 

O autor do primeiro crime, Everton Henrique Batista, 23 anos, diz que matou o pintor Boanerges Garcia Júnior ao descobrir que seria traído por ele. O crime teria ocorrido em maio de 2009.

 

“Ele alega que eles iam cometer um roubo numa lotérica em Mineiros. O autor ficou sabendo por meio de terceiros, que ele não citou o nome, que o Boanerges iria roubá-lo após esse assalto”, revelou o delegado Gustavo Garmes, em entrevista recente.

 

No dia do assalto, os dois foram até um canavial às margens da rodovia SP-304 para buscar um revólver calibre 38 e um simulacro de arma de fogo que escondiam no local. Everton, então, teria efetuado seis disparos contra o rosto do comparsa, aberto uma cova e enterrado o corpo dele. Alegando arrependimento, na noite de 23 de abril, o acusado procurou o plantão policial de Jaú. No dia seguinte, a polícia efetuou buscas no canavial e encontrou a ossada que, ao que tudo indica, é de Boanerges. Everton será indiciado pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

 

Já a tentativa de latrocínio contra o fisioterapeuta Vitor Dias Neto ocorreu no último dia 16 de maio. Pela manhã, ele foi encontrado caído às margens da vicinal José Maria Verdini, que liga Jaú ao distrito de Potunduva, com ferimento na testa provocado por disparo de arma de fogo. No dia 19, não resistiu e morreu na Santa Casa local.

 

No dia seguinte, após investigações, a Polícia Civil identificou e prendeu o auxiliar de almoxarifado H.M.G., 19 anos. Amigo da vítima, ele confessou ter atirado por causa de uma dívida de R$ 2 mil e fugido com a sua caminhonete, aparelho celular e carteira, contendo documentos pessoais e R$ 130,00.

 

O acusado disse que tentou vender o veículo da vítima em dois desmanches – Araraquara e Ribeirão Preto. Como não conseguiu, após pernoitar em Ribeirão, retornou para Jaú na manhã seguinte e acabou se envolvendo em um acidente. A mãe de H.M.G. entregou o filho à polícia ao descobrir que ele era o autor.