10 de julho de 2026
Internacional

No jubileu da rainha, britânicos discutem futuro pós-Elizabeth

Reuters
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Londres - Quando os britânicos entoarem o hino nacional “Deus Salve a Rainha”, durante os quatro dias de celebrações do 60o aniversário do reinado de Elizabeth 2ª, os monarquistas podem ter motivos para gritarem com força o verso “que reine longamente sobre nós”.

As pesquisas mostram que a rainha, de 86 anos, continua sendo enormemente popular entre os britânicos, mas há dúvidas sobre o futuro da monarquia quando seu filho, o príncipe Charles, que já tem 63 anos, se tornar rei.

Republicanos e até alguns monarquistas convictos dizem que o futuro será um desafio real - em todos os sentidos - para uma instituição que depende do carisma do seu titular para continuar relevante no mundo moderno.

“A monarquia só é tão boa quanto as pessoas que estão fazendo o trabalho”, disse o biógrafo real Robert Lacey. “Os britânicos já cortaram a cabeça do seu rei, os britânicos já viveram como República durante 11 anos, sob Oliver Cromwell. Poderíamos fazer isso de novo.”

Elizabeth se tornou rainha aos 25 anos, em 6 de fevereiro de 1952, com a morte do seu pai, George 6o. Winston Churchill era o primeiro-ministro na época.

Ela herdou a coroa de um rei extremamente popular, cuja reputação como cumpridor dos seus deveres ajudou a família real a superar o escândalo decorrente da abdicação de Edward 8º, que preferiu se casar com uma plebeia norte-americana.