É preocupante este baixo crescimento econômico no primeiro trimestre de 2012, de 0,15%. Para empatar com o PIB de 2011, que alcançou o pífio resultado de 2,7%, até dezembro, a produção de bens no País teria que alavancar mais 2,55%. Uma tarefa hercúlea, porque o orçamento da família brasileira exauriu, a inadimplência está em nível assustador e os investimentos em infraestrutura a passo de tartaruga... E, pelos números até aqui de criação de empregos em 2012, provavelmente vamos ficar uns 40% abaixo de 2011, que foi de 2 milhões de novas vagas.
Mesmo com o esforço do governo, de certa forma até obrigando os bancos a baixarem os juros e estimular o consumo com mais crédito, a possibilidade de sucesso é quase nula! Já que a inflação, também infelizmente, continua alta, corrói os ganhos do trabalhador e não sobra nada para ir às compras. Aliás, aqueles milhares que foram ao consumo convidados pelo governo, que dizia que tudo está uma maravilha, hoje não sabem o que fazer para pagar seus carnês atrasados e, principalmente devolver os carros que compraram, porque o fôlego no orçamento não existe, está há muito no vermelho! E o governo, como o bobo da corte, ainda insiste que o PIB poderá crescer 4,5%. É brincadeira...
Paulo Panossian