Brasília - Em decisão unânime proferida ontem, o TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região (Brasília) concedeu habeas corpus ao sargento da reserva da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, conhecido como Dadá. Ele é apontado como um dos arapongas que estariam a serviço do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
O tribunal determinou, porém, que Dadá terá de obedecer as seguintes condições para ele continuar em liberdade: comparecer a todos os atos do processo, não manter contato com as pessoas envolvidas e não poderá se ausentar da cidade onde reside, no caso Brasília, sem autorização judicial. Caso alguma delas seja descumpridas, ele deverá voltar à prisão.
Como Dadá também é investigado pela Polícia Civil do DF, na Operação Saint-Mitchel (sobre a ramificação do suposto esquema de Cachoeira em Brasília), o tribunal determinou que ele só poderia deixar a prisão caso não houvesse outra ordem de prisão contra ele, relacionada a esta outra investigação.
Dadá foi preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, deflagrada em fevereiro deste ano. A operação investiga a exploração de jogos ilegais em Goiás e no Distrito Federal.
O Ministério Público informou que não há outro pedido de prisão. Dadá, portanto, deveria ser solto ainda ontem.