Rio - A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse ontem não temer cobranças sobre o novo Código Florestal do país durante a Rio+20, apesar do texto, mesmo com vetos, estar sendo considerado um retrocesso por ambientalistas.
Na sexta-feira, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, criticou o texto aprovado pelo Congresso e que recebeu vetos da presidente Dilma Rousseff, classificados por Marina como “insuficientes”.
Segundo Marina, o texto “é o maior retrocesso já visto na área de ambiental do país” e as melhorias ambientais conquistadas pelo Brasil, que serão apresentadas na reunião de junho, “são fruto do antigo código, que agora está sendo revogado”.
Nitidamente irritada ao ser questionada se não temia que o assunto fosse levantado nas discussões do evento, que começa no próximo dia 13, no Rio de Janeiro, a ministra afirmou que será justamente o contrário.
“O Brasil vai mostrar na Rio+20 que não houve nenhuma redução de APP (Área de Preservação Permanente), não houve redução de reserva legal. Você me diga qual o país do mundo que tem propriedade privada com APP de reserva legal de 80%”, respondeu.
Segundo a ministra, o novo código garante que os grandes proprietários recuperem 100% da área desmatada e os pequenos tenham condições de recuperar, o que antes não era possível.