Ao abrir o jornal, lemos notícias que nos desesperam. Uma delas não pode passar em branco, pois reflete um enorme desespero social, sofrido pela população carente de Bauru, com o nome sarcástico de "meu tubo, minha vida".
Pessoas discriminadas vivendo ao arrepio da miséria, afastadas entre a linha da desigualdade que assola o Brasil todo, pondo em voga a premissa maior do ser humano, o principio base, que é a dignidade da pessoa humana.
O foco da questão está fluindo bem, os pobres pagando o preço dos afortunados. Porém, se voltarmos ao ponto de partida, lembremos então que todos não somos plenamente iguais, e temos que ser tratados na medida de nossas desigualdades, o que não se aplica aos tributos, pois pessoas de baixa renda pagam tudo o que tem neles, sem alternativas. E o bom retorno, infelizmente, está nas mãos de poucos.
Priscila Penteado Borgo