09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Navegando nas águas do Cachoeira


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Depois de um longo período de anonimato, aliás mais longo que eu esperava em virtude das provas da faculdade que estão por vir, dei uma paradinha para escrever este artigo para falar de um tema atualíssimo. Resolvi colocar esse titulo para fazer alusão ao cidadão de sobrenome Cachoeira, mas não aquela de águas limpas e belas, mas aquelas repletas de impurezas e aonde quanto mais se mexe nessas águas mais sujeiras vem na sua correnteza. Mas vamos ao que interessa. O foco principal deste artigo é relatar algo que está em todos os meios de comunicação, e que tem como personagem principal um senhor de conduta deveras duvidosa e arrogância impar, tal sujeito atende pela alcunha de Carlinhos Cachoeira.

Há que se destacar que tal indivíduo é de tamanha cara-de-pau que ao ser questionado por uma das ministras do STF pelos fatos que o envolvem na CPI, aliás, mais uma, não esboçou sequer uma palavra, pois este pode escolher falar ou não, pois infelizmente a lei penal o assiste nesse sentido quando diz que "ninguém é obrigado a produzir prova contra si próprio", mas que ele deveria sim por um dever de consciência, isso se ele fosse portador desta para fins de esclarecer a todos os acontecimentos que envolve não somente a ele mas a muitos outros, dentre eles figurões da política, mas ao que consta parece que ele não quer colaborar e nem ao menos pode ser compelido, e ainda exerce a função de bicheiro, não aqueles que conhecemos em pontas de vila, mas sim um mega empresário do jogo, daqueles grandes que não são pegos ou mesmo que são difíceis de pegar em virtude de seu alto poder aquisitivo e grande influência nas altas rodas sociais.

Deus queira que esta CPI, Comissão Parlamentar de Inquérito não termine naquela saborosa iguaria que todos nós apreciamos, a pizza, de sabor indigesto e que caso isso ocorra, espera-se que a sociedade brasileira em todos os seus níveis sociais se mobilize exigindo que aqueles que são réus, garantindo-lhes sim o devido processo legal, direito a ampla defesa e o contraditório e a presunção de inocência enquanto não estiverem conclusas todas as fases do processo que ao que parece deve ainda ser foco de atenção de todos e que ninguém pense que nada tem a ver com isso, pois neste ano de 2012, mais precisamente daqui quatro meses e um dia teremos eleições municipais para renovarmos o poder executivo de cada cidade ou prosseguir com o que agora ocupa o cargo, mas que daqui dois anos, cinco meses e um dia teremos outro pleito onde ou trocaremos os nossos representantes das assembléias legislativas de cada estado, governadores, senadores e até mesmo a ilustre e não muito eficiente ocupante do posto mais importante do pais, a senhora Dilma Rousseff, uma paraquedista política que ao que consta após um ano e quatro meses não disse a que veio e se houveram avanços infelizmente ou eles não são noticiados ou tem alguém ou várias pessoas levando um por fora, infelizmente também as únicas informações divulgadas a respeito desse governo que ao que consta ainda vai mal das pernas e cujo ministério mais parece um castelo de cartas ou fileiras de dominós onde sempre cai uma peça em virtude de estar envolvida em algum esquema escuso de desvios de corrupção.

Espera-se ainda que cada um saiba cobrar as promessas e que o exercício soberano do voto não seja encarado como obrigação, mas como um dever cívico, e que este é sim obrigatório, mas que cada cidadão não considere como obrigatório recolocar aqueles que há anos ocupam o poder legislativo de cada cidade e nada fizeram e que reste tão somente aos indivíduos insatisfeitos a sua substituição de modo a pensar no futuro do lugar onde cada um vive para que as gerações vindouras possam ter acesso a um futuro melhor e mais igualitário para todos.

Espera-se ainda que ao exercitar o seu papel de optante por este ou aquele postulante aos cargos políticos que cada um possa pensar não somente no que é bom pra si ou sua família ou amigos, mas que essa escolha seja feita de forma consciente e que ninguém se esqueça depois em quem depositou a sua confiança em forma de voto, mas que passe nos prédios dos poderes legislativo local, as câmaras municipais bem como os prédios do poder executivo de cada um dos mais de 5500 municípios possam ser ocupados por pessoas comprometidos com o particular, o seu lado e de toda sua família e amigos, mas que haja por parte destes comprometimento com o coletivo.

Portanto, aconselho a todos acompanhar sim o caso em baia do senhor Carlos Cachoeira, grande e megacontraventor do jogo de bicho e que os políticos envolvidos recebam as sanções que merecem com os rigores da lei bem como ao horário eleitoral gratuito. Desculpem o desabafo e obrigado pela atenção.

Rodrigo Cabello da Silva - estagiário de Direito