08 de julho de 2026
Geral

?Arca do prefeito? ainda terá alterações

Nelson Gonçalves com Vínicius Lousada
| Tempo de leitura: 3 min

Bastou o JC publicar o desenho inicial das coligações proporcionais dos 15 partidos que compõem a “Arca do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB)”, na última quinta-feira, para que os descontentes e os “desesperados” partissem para a pressão junto ao prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) para tentar configuração que “salve” pelo menos uma cadeira na disputa pela Câmara Municipal para 2013.

Entre o medo de coligar com partidos que tenham “medalhões” ou potencialmente “puxadores de voto” e o risco de ficar sozinho, isolado, na aliança proporcional, e não eleger nenhum, dirigentes partidários tentam a melhor fórmula para o seu problema no difícil arranjo da salada mista que virou a aliança rodriguista.

E os últimos ajustes continuam em andamento. A costura para alguns não é nada fácil. Ontem, por exemplo, foi sanada uma das principais dúvidas em torno das legendas governistas, com o anúncio por Rosa Isso da desistência em disputar uma cadeira na Câmara Municipal pelo PSC.

Candidata a prefeita no pleito de 2008, a esposa do ex-prefeito Antônio Izzo Filho, vinha sendo estimulada pela direção do PSC a concorrer. No entanto, em entrevista ao Jornal da Cidade, afirmou que o posicionamento de seus filhos pesou na decisão por não disputar as eleições este ano.

“Meus filhos cobravam que estivesse mais próxima da família. Dois deles moram fora e, comigo disputando a eleição, não poderia estar presente, junto a eles”, explicou a ex-pré-candidata.

Rosa negou que a desistência tenha sido motivada por questões políticas, já que o PSC tem pré-acordo de aliança proporcional com o PT, um dos partidos que mais se opôs a Izzo Filho, quando das denúncias de corrupção contra o ex-prefeito.

No entanto, com a afirmação de Rosa de que não disputará a eleição, o PSC agora deve fechar coligação com o PPS. O anúncio pode ser feito ainda hoje. O partido já havia aberto suas portas à legenda, desde que a esposa de Izzo não concorresse. Sem ela, a pastora Celina Nascimento, irmã do presidente da legenda Celso Nascimento (ex-secretário de Izzo), torna-se o nome mais forte da sigla.

A avaliação de articuladores políticos é de que Celina teria mais chances de garantir sua cadeira na disputa com os candidatos do PPS. Isso porque, na visão interna de correligionários da candidata, é melhor ela disputar com Moisés Rossi do que com a estrutura petista e detentores de mandato em um só grupo: Roque Ferreira (PT), José Carlos de Souza Batata (PT), sem contar o potencial do sindicalista Cláudio Gomes (PT) e do presidente petista, Sandro Bussola (que de assessor de Batata passou a arregimentar apoio no segmento evangélico, passou a exercer a atividade de pastor e dá sinais de que terá campanha com boa estrutura).   

O partido da vice-prefeita Estela Almagro (PT) repete a máxima dos dirigentes partidários de que tem condições de lançar uma chapa própria de candidatos a vereador, mas, nas últimas semanas, vem tentando viabilizar coligações com diversas siglas, mas já ficou órfão do PSB e, agora, do PSC.

Os petistas chegaram também a assediar o insatisfeito PDT, que foi rejeitado pelo PMDB. No entanto, essa aliança não seria bom negócio para o presidente Fabiano Mariano (PDT), pela mesma razão que motivou o PSC a abandonar o barco dos petistas.

Além disso, Mariano avalia que não há mais tempo hábil para reiniciar as negociações, já que tem conversa mais do que adiantada com Roberval Sakai (PP). O vereador tenta, mas não consegue esconder a mágoa por ter sido preterido pelos peemedebistas, que convidaram o PSB para se coligarem.


Costuras


Por outro lado, setores do PTB ainda defendem movimentação do presidente Ricardo Oliveira na tentativa de viabilizar uma coligação. O partido é o único da arca a não se unir a outra sigla. O caso PTB tem um problema, ou medo, da mesma origem de outras costuras: “ninguém quer enfrentar o Pastor Luiz Barbosa na mesma chapa, seria suicídio”, confessou ontem um aliado próximo do governo local.  

E o PTB, ainda que também negue, também tem medo de, sozinho, correr o risco de ‘morrer na praia”. Circularam rumores de que o PPS poderia abrigar os trabalhistas, mas a informação foi negada pelo dirigente Arnaldo Ribeiro. Oliveira foi contatado, mas seu telefone celular estava na caixa postal.