08 de julho de 2026
Nacional

Polícia chegou a parar carro de Elize


| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - A bacharel em direito Elize Matsunaga, 38 anos, chegou a ter seu carro parado pela Polícia Militar Rodoviária de SP quando estava transportando em três malas o corpo esquartejado do marido, Marcos Matsunaga, 42 anos, morto por ela no dia anterior.

Elize foi parada no dia de maio 20 porque o carro dela, uma Pajero TR4, estava com o licenciamento vencido e os policiais militares rodoviários foram avisados que o veículo trafegava pela rodovia Antônio Romano Schincariol, a SP-127, por um “radar inteligente” sobre o problema. Os PMs a pararam e a multaram, segundo a Polícia Civil de São Paulo.

A multa foi aplicada na região de Capão Bonito (238 km de Bauru), quando Elize, que seguia para o Paraná, onde pretendia jogar as partes do corpo de Matsunaga, se arrependeu da viagem por causa da filha de um ano e voltou para São Paulo.

Depois de ser parada pelos policiais militares rodoviários e não ser descoberta por transportar o corpo do marido esquartejado, segundo Elize disse à polícia, ela resolveu jogar as partes em Cotia (Grande São Paulo). Depois, ela voltou para o apartamento do casal, na Vila Leopoldina (zona oeste de SP), onde as câmeras de segurança a flagraram sem as malas, por volta das 23h53.

Ela contou à polícia ter jogado as três malas vazias em uma caçamba de entulho, na região da Universidade de São Paulo (USP). A polícia informou não ter mais esperança de encontrar as malas porque elas eram novas e devem ter sido levadas por alguém.

O advogado da família de Marcos Matsunaga disse que, por enquanto, não haverá disputa pela guarda da filha do casal de um ano. O executivo, entretanto, dizia que se eles se separassem, ficaria com a filha deles. A disputa pela filha teria motivado o crime.